Quarta, 08 de julho de 2026, 07:10h
Home Policial
Menos de 12 horas após serem presos pela Polícia Civil, os dois suspeitos da autoria de um crime que chocou a pequena e pacata cidade de Piratini na madrugada da última sexta-feira (12/04), já estão soltos novamente, isto graças a ação rápida dos advogados de defesa dos suspeitos, que já na madrugada de sábado, enviaram um pedido de relaxamento de prisão, pedido este, homologado na manhã de sábado pelo Juiz da Comarca de Piratini, Roger Xavier Leal.
Os suspeitos foram presos no início da tarde de sexta-feira, recolhidos ao Presídio Estadual de Canguçu aproximadamente meia noite, e por volta das 14 horas do dia seguinte já se encontravam novamente em liberdade, aguardando somente trâmites burocráticos para saírem do presídio.
Em entrevista exclusiva a redação do Clicpiratini, Fernando da Silva Goulart e Francisco de Assis Ulguim Braatz, advogado e assessor jurídico do escritório de advocacia R & Fs, que foram juntamente com o advogado Eduardo Favare Gularte encarregados de trabalhar na defesa dos suspeitos, comentaram sobre a decisão expedida pelo Juiz Roger Xavier Leal, e também, esclareceram parte da tese defendida pela defesa.
Segundo eles, o principal argumento utilizado foi a controvérsia no depoimento da vítima, outro ponto explorado pela defesa foi a falta de materialidade do crime, e que os suspeitos não ofereceriam riscos a segurança pública e a comunidade, três pontos culminantes para a decisão do Juiz da Comarca de Piratini.
Outra questão apresentada pela investigação, e rebatida pela defesa, seria da lesão na mão de um dos suspeitos, especificamente na região do metacarpo, possivelmente provocada ao deferir golpes na vítima, nesta parte a defesa afirma que um dos suspeitos trabalha como servente de pedreiro, alegando que nesta profissão facilmente são criadas lesões, principalmente nas mãos.
O advogado Fernando Goulart mostrou otimismo, mas decidiu preservar parte da tese que possivelmente será apresentada pela defesa , esclarecendo que agora fica nas mãos do Ministério Público abrir ou não um processo contra os acusados.
Em seu pronunciamento, Goulart afirma que ninguém pode ser condenado sem o devido processo legal, entretanto, entende que as pessoas comentem sobre o caso.
“-Falatório, isto existe em qualquer lugar do mundo, não vai ser diferente aqui em Piratini, que é uma cidade pequena, mas a defesa entende que não existe materialidade no crime e por isso agente vai seguir lutando para que as teses apresentadas no inquérito policial sejam reduzidas, até por que não se tem nenhuma prova em relação ao crime em si ter sido cometido pelos acusados”, afirma.
Fonte: Clicpiratini
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados