Ter�a, 07 de julho de 2026, 11:37h
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A pouca ou quase nenhuma ação do Estado em fornecer segurança a quem o sustenta através do pagamento dos altos tributos, na metade sul do Rio Grande vem tirando gradativamente a esperança da reversão de uma situação que se agrava nas madrugadas da zona rural. Os abigeatários, aproveitam a falta de logística e recursos humanos das autoridades civil e militar, além da imensa extensão rural de Piratini, para dizimar rebanhos inteiros.
Amparado em uma bengala, o produtor rural Sérgio Winckert, compareceu a recente audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores no salão da Igreja Luterana. Ele avaliou o evento como um fio de esperança para reverter um quadro preocupante.
“É uma iniciativa válida. Dá-nos mais uma possibilidade de conversar com algumas autoridades e pedir novamente ajuda para uma situação extremamente grave e que nos leva a pensar em desistir, mas investimos muito no município, assim, procuramos sempre o que pode nos ajudar”, avalia.
Só de sua propriedade no 3º distrito, mais de 500 animais - 300 somente nos últimos dois anos – foram roubados, tornando-o um fiel retrato da impotência diante da realidade que não só reduz o rebanho, mas também prejudica as condições psicológicas de quem é pecuarista. “Se é que isso interessa ao Estado, são tantos animais roubados que o nosso psicológico é aguçado. Eu entrei em depressão, desenvolvi uma síndrome e fiquei dois anos paralisado”, revela Winckert, justificando o andar limitado e a bengala.
A somatória absurda é a prova da impunidade, motivando a audácia dos criminosos que encostam pequenos caminhões e carregam lotes inteiros. “Se você sai pela manhã e encontra um, dois animais carneados, tudo bem, você está vendo eles, mas após contagens diárias feitas por seus filhos e seus campeiros e deles ouvir que depois de revisarem quatro, cinco vezes, faltam 50, 90 vacas, lhe dá a certeza que nunca mais vai encontrá-los. Isso afeta qualquer um”, lamenta-se.
Ação da Polícia
Winckert acredita que as ações da Secretaria de Segurança independem dos números reais que chegam à polícia e colaboram para que o governo decida para onde irá direcionar recursos. “Tenho todos os roubos registrados na polícia. Gostaria que o secretário de segurança nos ouvisse e visse esses números, nos dando atenção. Pagamos tributos e o Estado está perdendo receita com tantos roubos. Não culpo as forças policiais, pois o que lhes falta são condições para combater no horário em que os roubos ocorrem, pois a grande extensão rural também é um empecilho”, completa.
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