Segunda, 06 de julho de 2026, 12:06h
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Armazenados sobre uma lona postada no chão, os cortes já prontos para serem embalados nas sacolas plásticas estavam preparados para venda no bar do comerciante que há 45 dias já havia sido flagrado pela Polícia Civil vendendo carne imprópria para consumo, por não possuir as licenças sanitárias exigidas para este fim. Segundo o proprietário, na lona havia aproximadamente cem quilos de carne bovina e, a menos de 30 metros dos produtos para consumo, restos mortais de um cachorro.
Como anteriormente, o homem, morador do foi denunciado às autoridades de forma anônima, mecanismo que o delegado Edson Ramalho considera de extrema importância para combater as quadrilhas de abigeatários no interior de Piratini.
“Estas são as condições de armazenamento da carne com que a população tem se alimentado”, disse o delegado, apontado para o produto que é vendido no mercado clandestino. No local encontravam-se uma serra elétrica, facas e ganchos usados para pendurar as peças que foram desossadas. Junto aos ossos, um balde onde a graxa do animal foi armazenada.
“Não é carne roubada, matei na minha propriedade, era só pra consumo, uns pedacinhos que sobrassem eu ia vender. Eles já me pegaram outra vez, eu vou parar com isso aí”, tentou explicar o comerciante. Marcelo Bardi, veterinário da Inspetoria de Piratini, avaliou as condições do abate clandestino. “Essa carne está bastante escura, o que pode significar que o animal foi abatido no chão e não pendurado, o que proporciona que o sangue saia em maior quantidade do corpo”, observou Bardi, enquanto afastava o que sobrou da cabeça de um cachorro em decomposição.
Os agentes foram até a propriedade do comerciante e encontraram os restos do animal, o que corrobora a afirmativa dele de que o bovino lhe pertencia, não sendo, portanto, fruto de abigeato. A polícia vai investigar e o comerciante será, no mínimo, indiciado por crime sanitário. A carne será incinerada.
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