Segunda, 06 de julho de 2026, 10:47h
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A Polícia Civil de Canguçu anunciou na quarta-feira (21) que já identificou a mulher que abandonou um recém-nascido na Estrada da Pedreira, no bairro Vila Nova, na semana anterior. Segundo a delegada Paula Vieira, a mãe da criança atribuiu o crime a motivos financeiros e familiares. “O crime não tem relação com uso de drogas”, disse a delegada.
A prisão preventiva da mulher, maior de idade e que reside em Canguçu, foi indeferida pelo Poder Judiciário. Desta maneira, ela irá responder o processo em liberdade. “Se ela descumprir alguma das medidas cautelares impostas, ela poderá ser presa”, alerta Paula. A Polícia Civil não revelou o nome da autora do crime. A acusada alegou ter se arrependido e, por isso, ligou para a Brigada Militar informando a localização do bebê.
De acordo com o chefe do setor de investigações, Leonardo Garcia, a mãe negou a autoria do fato em um primeiro momento. “Nós tínhamos algumas informações, embora em um primeiro momento ela tenha tentado negar. Mas comparando com outras informações, como o número do telefone celular, nós conseguimos chegar até à suspeita, que acabou confirmando o crime”, explica. Em depoimento, a mãe disse ter agido sozinha e não tem conhecimento sobre quem é o pai da criança. A perícia apontou que o bebê ainda estava vivo quando teve contato com os cães.
Caso chocou a população
O caso ocorrido no dia 15 de agosto chocou a população pelas condições desumanas a que foi submetido um recém-nascido. Em uma das semanas mais geladas do ano, com temperaturas próximas de 0ºC, moradores da Estrada da Pedreira encontraram o corpo por acaso. A movimentação de cães em volta de uma toalha jogada no chão despertou a atenção de um casal que passava pelo local.
“Quando eu vi a cabecinha da criança, achei que não iria aguentar. Fiquei apavorado, comecei a chorar. Com a idade que eu tenho, nunca tinha visto nada igual. Uma mãe abandonar um filho para os cachorros comerem? O coração da gente não aguenta”, disse uma moradora, bastante emocionada. Segundo o laudo da Perícia, o bebê estava vivo quando foi atacado por cães. Devido às lesões provocadas pelos animais, não foi possível determinar se era menino ou menina.
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