Segunda, 06 de julho de 2026, 00:54h




Galerias

Especiais

Jornal Tradição

II Caderno Especial Fenadoce 2019 2019/06

Receitas

Tabule

Assine


Home Policial

Policial

27-09-2013

Audiência Pública discute a segurança em Pinheiro Machado


Foto: Gabriel Medeiros A comunidade, assustada com as últimas ocorrências, compareceu a audiência

Onda de furtos ocorrida nas últimas semanas mobiliza comunidade


O depoimento emocionado da dona de casa Flora Formiga aumentou ainda mais o sentimento de indignação das pessoas que lotaram as dependências da Câmara de Vereadores de Pinheiro Machado, durante a realização da audiência pública que debateu a segurança pública no município. Dona Flora não conteve as lágrimas ao recordar os momentos de pânico que vive desde que sua casa foi furtada. "Fico a noite inteira acordada e não me perguntem para que. Pela primeira vez estou tendo medo em Pinheiro Machado", desabafou.



Assim como dona Flora, o produtor rural Rui Bandeira Duarte tem visto nos últimos anos o esforço do seu trabalho sendo saqueado. "Já foram 37 ovelhas, 12 vacas e um cavalo", contabiliza. Segundo o comerciante Térbio Gallo a lei penal de 1940 é a responsável. "Não é uma questão de falta de policiamento e sim de uma lei arcaica e que privilegia o bandido", destacou.


Os depoimentos foram se somando ao longo da audiência presidida pelo proponente, vereador Jaime Lucas (PMDB). "Estamos aqui porque há um interesse e um medo comum na comunidade. Queremos nos somar as forças de segurança do município para encontrarmos soluções para combater o crime", disse o vereador.


Crack e desestruturação familiar


Durante a audiência, que contou com a presença das forças policiais e do prefeito Felipe da Feira (PTB), além das representações do comércio, da indústria e agricultura, as causas da violência, sentida com mais força nas últimas semanas, foram sendo apontadas. As drogas com relevância para o crack, a desestruturação familiar, a impunidade, a legislação frouxa e a falta de projetos sociais foram uma a uma sendo destacadas pelos presentes e pelas autoridades. "Nós precisamos das famílias neste processo de combate as drogas", enumerou a secretária de Educação do município, Marizete Copetti. O vereador André Kisuco (PSB), assinalou que muitas vezes a juventude se vê privada de oportunidades e possibilidades. "Precisamos de mais projetos sociais, de esporte e de cultura", ponderou.


O presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços (Acias) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, José Pedro de Oliveira, cobrou mais efetividade da Brigada Militar. Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Mateus Oliveira Garcia, sugeriu a criação imediata do Conselho Municipal de Segurança Publica. O comandante da Brigada Militar, tenente Luciano Prestes Vieira, assinalou que o policiamento ostensivo tem sido feito. "Fico feliz quando dizem que enxergam várias vezes a BM, porque nossa tarefa é aparecer, nos fazer ver, para evitar o crime. A população também precisa fazer a sua parte, denunciando o que está acontecendo", disse.


O delegado da Polícia Civil, Gilnei Albuquerque, pontuou o trabalho realizado pelas polícias, lembrando que a onda de furtos do ano passado foi maior que a atual. "Depois que efetuamos as prisões, a tranquilidade voltou por um longo período. Agora temos uma nova onda, porém não é possível que meia dúzia de elementos venham colocar a nossa comunidade em pânico. Precisamos nos unir”, pediu o delegado, fazendo um relato do trabalho já feito, inclusive com duas prisões recentes. Gilnei também criticou a legislação penal brasileira. "Nosso Código de Processo Penal (CPP) é voltado para os delinquentes. Precisamos fazer provas robustas para colocá-los na cadeia", queixou-se o policial com mais de 30 anos de militância.


Para finalizar os debates, o prefeito Felipe da Feira, mostrou-se preocupado com a onda de violência, prometendo mais investimentos em trabalhos sociais. "Atualmente, a prefeitura oportuniza esporte e cultura para cerca de 120 crianças. Precisamos ampliar e para isso queremos contar com a comunidade. Estamos abertos ao diálogo para juntos encontrarmos as soluções", disse.


A audiência pública produziu um documento que será encaminhado às autoridades, inclusive para o juiz da Comarca e para o Ministério Público.


Audiência Pública discute a segurança em Pinheiro Machado


Outras notícias desta editoria

Comentários (0)





Fechar  X

Audiência Pública discute a segurança em Pinheiro Machado





O Jornal Tradição Regional não se responsabiliza pelo conteúdo do comentário e se reserva ao direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.


Serão vetadas as mensagens que:


  • Não tratarem do tema abordado na notícia;
  • Sejam repetidas as enviadas pelo mesmo leitor, ainda que com outras palavras;
  • Tenham intenção publicitária, de propaganda partidária, eleitoral ou comercial;
  • Tenham conteúdo ou termos obscenos ou ofensivos;
  • Incentivem racismo, discriminação, violência, medo ou outros crimes;
  • Promovam participação de correntes, spams ou lixo eletrônico.


As opiniões expostas não representam o posicionamento do Jornal Tradição Regional, que não se responsabiliza por eventuais danos causados pelos comentários. A responsabilidade civil e penal pelos comentários é dos respectivos autores. O usuário tem ciência e concorda expressamente com a prerrogativa de restringir quaisquer conteúdos que violem ou que possam ser interpretados como violadores às disposições do presente instrumento.

Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Fechar  X

Audiência Pública discute a segurança em Pinheiro Machado


Enviado com sucesso!

ok


Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados