Domingo, 05 de julho de 2026, 09:47h
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De acordo com a polícia, cerca de RS 2 milhões foram retirados do grupo, entre mercadorias e automóveis
Esquema envolvia fornecedores, transportadores e distribuidores do produto desde a fronteira com a Argentina
A Polícia Federal (PF) cumpre 12 mandados de prisão, 29 de busca e apreensão e quatro conduções coercitivas (quando a pessoa é levada para prestar depoimento) em nove cidades gaúchas na manhã desta quinta-feira (5). O objetivo da Operação Carrara é desarticular uma rede de contrabando de cigarro e roubo de cargas no Estado.
A ação foi deflagrada em Porto Alegre, Viamão, Santana do Livramento, Santo Ângelo, Porto Vera Cruz, São Luiz Gonzaga, Porto Xavier, Porto Lucena e Uruguaiana.
Com núcleo em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, a operação mapeou duas células da organização criminosa: por um lado, milhares de maços de cigarros eram contrabandeados do Paraguai para o Brasil; por outro, o bando roubava cargas de mesma origem e, por serem ilegais, dificultavam o trabalho da polícia.
Depois de seis meses de investigação, a PF pretende desarticular o esquema, que envolveria fornecedores, transportadores e distribuidores de cigarros, além de assaltantes. Durante o levantamento de dados, 16 pessoas foram presas em flagrante transportando 500 mil maços de cigarros, apreendidos juntamente com 12 veículos e dois caminhões em oito abordagens policiais.
A principal rota do mercado clandestino tinha como porta de entrada no Brasil o Rio Grande do Sul, por meio da fronteira com a Argentina. Os cigarros paraguaios chegavam em embarcações que atracavam em portos clandestinos pelo leito do Rio Uruguai. Depois, seguiam por rodovias em carros e caminhões até pontos de distribuição no Estado e que tinham como destino também o Uruguai.
Entre mercadorias, caminhões, caminhonetes e carros, a Polícia Federal acredita ter retirado cerca de R$ 2 milhões do grupo. Mais de cem policiais federais participam da ação, que está vinculada à Operação Sentinela e teve o apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Brigada Militar na fase de investigação.
Os investigados podem ser processados por formação de quadrilha, contrabando, roubo, porte de arma e corrupção de menores, entre outros.
Fonte: Zero Hora
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