Domingo, 05 de julho de 2026, 02:35h
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Um caso de abuso sexual, seguido de estupro de uma das vítimas, foi denunciado às autoridades policiais de Piratini quando a mãe de duas meninas – entendendo a situação pode ajudar a evitar ou descobrir casos de mesma natureza – decidiu expor a violência. Emocionada ao relembrar os relatos das filhas, a mulher contou que a desconfiança por parte da filha mais velha, hoje com 22 anos, de que a irmã de 9 anos estava sendo abusada – assim como ela foi, entre 11 e 14 anos, pelo padrinho – fez a menina revelar os abusos.
“Ela contou que aos 13 anos ficou grávida, e que ele, o padrinho, a deu comprimidos abortíferos para ela tomar, e que o aborto aconteceu em nossa casa sem que nós percebêssemos”, contou a mulher, demonstrando abalo. Os abusos ocorriam inclusive na residência da família, quando, por necessidade, o compadre dos pais residiu no local por certo tempo. “Ele morou com a gente e, segundo ela, na madrugada ele ia até o quarto”, conta a mãe.
Ao convencer a irmã mais nova a falar, as três se reuniram e a menor relatou que tinha sua roupa tirada pelo padrinho da irmã. O exame de conjunção carnal realizado no Instituto Médico Legal (IML), em Pelotas, atestou que o ato sexual não foi concretizado. Segundo a mãe, pela confiança que tinha no acusado, a filha menor permanecia na casa dele para que ela realizasse faxinas, uma de suas formas de sustento. “Eu a deixava lá para trabalhar. Pra mim é difícil lembrar o que eu a ouvi contar ter passado quando estava com ele”, disse a mãe em meio a lagrimas.
O acusado, que trabalha em um caminhão fazendo fretes, foi informado de que havia sido descoberto ao visitar a família. Conforme a mãe, que não estava em casa, ele reagiu com ameaças à afilhada e retirou-se rapidamente, mas, mais tarde, fez contato por mensagem de texto para dois celulares. “Para o telefone da minha filha ele mandou uma ameaça. Já para o meu marido, ele enviou uma espécie de confissão: Perdoa minha alma e nos encontraremos no meu enterro”.
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