S�bado, 04 de julho de 2026, 14:19h
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Depois do susto, Renato Silva (D) e José Victor relataram, aliviados, os momentos de tensão que enfrentaram
Vítima estava no caixa de uma lotérica, prestes a fazer o depósito, quando descobriu o golpe
O fotógrafo Renato Silva é a mais nova vítima de uma tentativa de golpe já comum no município: o falso sequestro. A prática criminosa ocorre em todo o país, e não para de causar vítimas. No caso do canguçuense, uma ligação a cobrar para seu número comercial deu início a momentos de desespero e apreensão, que se prolongaram por aproximadamente uma hora. A chamada ocorreu na manhã do dia 26 de fevereiro. “Quando atendi, eles logo disseram que tinham sequestrado minha filha. Então passaram o telefone supostamente para ela, que pedia ajuda, me chamava de pai e chorava pedindo que eu não fizesse nada. Como tenho uma filha que mora em outra cidade, acreditei que era mesmo um sequestro”, relata.
Os golpistas exigiam R$ 20 mil e ameaçavam que, caso a quantia não fosse depositada, matariam a vítima. Para evitar que o fotógrafo tentasse contato com a filha, o criminoso exigiu que a chamada no telefone comercial não fosse interrompida. “Então ele pediu o número do meu celular e ligou. Eu disse que não tinha aquele valor, mas que poderia tentar um empréstimo bancário ou com algum conhecido”, recorda. Silva, que mantém seu estúdio fotográfico no mesmo prédio do escritório onde trabalham José Victor e Mariza Eslabão, acabou sendo auxiliado pelo casal durante a negociação com os criminosos. “Desde o primeiro momento nós desconfiamos de que fosse um golpe. Ainda mais quando os supostos sequestradores começaram a baixar o preço exigido pelo resgate”, conta José Victor.
Contudo, não havia como interferir no diálogo entre Silva e os criminosos, que exigiam sigilo quanto ao sequestro. “Por fim, eles aceitaram que eu depositasse R$ 500, que era todo o dinheiro que eu tinha comigo naquele momento”, conta a vítima.
Golpe frustrado por segundos
No caixa de uma agência lotérica no Centro, a atendente já conferia as notas para confirmar o depósito quando a advogada Mariza Eslabão conseguiu entrar em contato com a filha de Silva. “Eu estava na porta da lotérica quando a Mariza ligou e disse para suspender o pagamento, que era um golpe”, recorda José Victor, que conseguiu evitar que a vítima concluísse o depósito. O caso foi registrado da Polícia Civil. Enquanto faziam a ocorrência, os criminosos ligaram novamente. Ao todo foram 13 ligações, sempre com número restrito. “Na última vez eu atendi e a pessoa disse que era um delegado da Polícia Federal, que precisava saber se o depósito havia sido concluído. Então eu resolvi entrar no jogo e disse que eu também era um delegado e que já estava rastreando eles”, conta, com humor, José Victor. Nos últimos meses, dezenas de tentativas de golpes como este já ocorreram no município. O caso serve de alerta para a população.
Confira algumas dicas importantes:
Conheça as histórias – Embora varie nos detalhes, a história dos golpistas é sempre a mesma. Acompanhe as notícias sobre os golpes para se manter informado.
Não receba ligações a cobrar – Se o interlocutor for desconhecido, desligue. Policiais e bombeiros não telefonam para informar sobre acidentes. E muito menos ligam a cobrar.
Não ajude o criminoso dando informações – Não responda perguntas que o infrator faz para “montar” sua história. Como informar que “seu filho” ou “sua filha” sofreu um acidente, dando nenhum ou poucos detalhes sobre a vítima do tal acidente.
Oriente os idosos – Tanto ou mais do que crianças, são as pessoas idosas da família as mais vulneráveis à manipulação dos bandidos. Muitas vezes, por se sentirem sozinhas, elas podem prolongar conversas com desconhecidos e acabar por municiar criminosos.
Pare para raciocinar – O pânico diante da possibilidade de um parente estar acidentado ou sequestrado faz com que muitas pessoas deixem de tomar atitudes óbvias, como checar se a informação é verdadeira.
Desconfie de ligações longas – Segundo estatísticas da polícia, 90% dos primeiros contatos telefônicos feitos por sequestradores reais duram menos de um minuto. Por temerem rastreamento, eles nunca fazem ligações longas.
Dê queixa na polícia – Se você cair no golpe, não deixe de prestar queixa na polícia. De posse de informações como o número de origem da chamada criminosa ou o número da conta em que o "resgate" foi depositado, a polícia pode identificar o infrator e evitar que mais pessoas sejam vítimas dele.
*Com informações do site R7
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