S�bado, 04 de julho de 2026, 13:18h
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“Temos apenas a palavra da vítima”. Essa foi a frase usada nesta semana pelo delegado Edson Ramalho para definir as dificuldades encontradas pela Polícia Civil com relação ao caso de tentativa de estupro, no dia 10 de fevereiro deste ano, quando uma adolescente de 13 anos afirma ter sido pressionada a fazer sexo com um homem de 48 anos, que nega a acusação. O fato, ocorrido no bairro Padre Reinaldo, não se consumou, segundo a menina, que afirma ter conseguido fugir após brigar com o acusado. A adolescente teria chegado à polícia com marcas contundentes do episódio, como lesões nos braços.
Após ouvir algumas pessoas que estavam em frente à residência no momento do provável fato, o delegado Ramalho disse que nenhuma delas acrescentou algo que pudesse ajudar na investigação. “Todas afirmaram não terem notado e nem ouvido nada de anormal, assim, por enquanto, só temos a acusação da vítima”, disse Ramalho.
Entre as pessoas ouvidas, a amiga da menina, que a levou até a residência do tio para deixarem uma criança. Segundo o delegado, a menina afirmou que a vítima se despediu e foi embora normalmente, sem apresentar nem um sinal de que uma ação de violência teria ocorrido.
Em seu depoimento à polícia, o acusado negou a tentativa de estupro e disse que, enquanto estavam sozinhos no interior de sua casa, apenas chamou a atenção da menina por ela estar mexendo em alguns objetos. Ramalho requisitou o máximo de anonimato possível para o caso, revelando que a garota voltou às aulas recentemente e está com medo de ser identificada pelos colegas. Quanto ao futuro do caso, ele disse que vai reavaliar todos os depoimentos já concedidos antes de prosseguir.
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