S�bado, 04 de julho de 2026, 13:19h
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A possível criação do cargo de diretor de patrimônio no Poder Legislativo elevou o tom dos debates no dia 6 de março, colocando em campos opostos o vereador Aparício (PMDB) e o presidente da Câmara, Arion Braga (PP). O peemedebista ocupou a tribuna para denunciar a iniciativa de Arion, alegando que o aumento de servidores está na contramão da situação financeira local. Aparício pediu que o projeto de lei fosse retirado ou derrubado pelos colegas. “Enquanto a comunidade cobra melhorias, a Câmara cria mais um cargo para não fazer nada. Não é para trabalhar, é para acomodar amigos”, disparou Aparício, ao lembrar que Braga, em 2012, propôs a redução de cargos e secretarias no Executivo, o que seria uma contradição com a postura atual.
Ao defender o projeto, o presidente do Legislativo disse que o autor das críticas sequer havia lido o texto da matéria. Arion também afirmou que a iniciativa se baseava numa orientação do Tribunal de Contas. “É o Tribunal de Contas quem está nos indicando isso. Não somos nós que estamos inventando. Ao criar este cargo, que receberá pouco mais de mil reais, acabaremos com uma comissão cujos vencimentos são superiores a dois mil reais”, afirmou, ao garantir que a economia gerada pela iniciativa será superior a mil reais. O debate no plenário também contou com a intervenção do ex-presidente Vinícius Pegoraro (PMDB), que questionou se realmente seria excluída a atual comissão diante da criação do novo cargo. Braga garantiu que, apesar de não constar no texto do projeto, a exclusão seria automática. Até fechamento desta edição, o projeto não havia sido votado.
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