S�bado, 04 de julho de 2026, 02:52h
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Uma nova denúncia partiu do vereador oposicionista Marcial Guastuci (PMDB), novamente apontada para a Prefeitura. A polêmica, agora, envolve a Farmácia Básica, que distribui medicamentos gratuitos à população, e o Laboratório Sanval, responsável pela produção do Carbamazepina, remédio que objetiva evitar ou impedir convulsões.
O parlamentar está embasado por um laudo feito em 2013 pelo laboratório de análises Pró Ambiente, situado em Porto Alegre, que testou amostras retiradas na Farmácia Básica e que não estariam surtindo o efeito em alguns usuários.
“Três pessoas me procuraram falando de suas suspeitas em relação à eficácia da Carbamazepina distribuída na farmácia. Uma delas, pai de um menino de 15 anos, que desde os quatro faz uso dela, afirmou que as convulsões retornavam ao usar o gratuito e paravam quando ele passava a dar a versão ética do medicamento”, relatou Guastuci.
O próprio pai do garoto, que requisitou anonimato para não expor o filho, principalmente em seu ambiente escolar, garante que avisou sobre a ineficácia do remédio.
“Os procurei mais de uma vez e relatei o que ocorria. Ouvi que, para parar a distribuição, eram necessárias provas, e me disseram para tomar as providências cabíveis”, conta o pai.
Segundo o laudo de análise apresentado e interpretado pelo vereador, a Carbamazepina estaria em desacordo com a dosagem exigida pelos padrões e normas internacionais. Ele foi além em suas acusações, que geraram também um pedido de investigação à Polícia Federal. “O Sanval pertence ao Grupo Hiporlabor que teve um de seus laboratórios proibidos de atuar pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela produção também deste medicamento, o que está publicado no Diário Oficial da União”, garante. “Em 2011, seus proprietários foram e ainda estão presos, por evasão de divisas, sonegação fiscal e fraude em medicamentos e, mesmo assim, ainda vendem para 27 prefeituras no Rio Grande do Sul por um valor 32 vezes menor que o de mercado”.
Contraponto
A farmacêutica Bioquímica Chana de Ávila, responsável pela Farmácia Básica, disse que a prefeitura possui todos os laudos da Anvisa com relação ao medicamento em questão e que o órgão autoriza a distribuição pela Sanval no mercado até 2018.
“Quando é feita a solicitação de qualquer produto, se exige os laudos de controle de qualidade pela Anvisa e, especificamente sobre este, possuímos três que atestam sua estabilidade e eficácia”, defende.
Em função das acusações, ela fez contato com o setor competente da Sanval, que garantiu se manifestar e defender-se nos próximos dias.
A farmacêutica ainda contra- atacou: “O laudo apresentado pelo vereador é de setembro do ano passado e não possui o lote do medicamento analisado, o que é uma obrigação para provar que essa Carbamazepina saiu de nossa farmácia” Ela questionou, ainda: “Se a intenção do parlamentar é a saúde da população, como ele afirma, então porque só agora, meses depois, ele apresenta o laudo? Seria interesse realmente na saúde ou interesse político?”
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