S�bado, 04 de julho de 2026, 01:47h
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Com a casa e o local de trabalho funcionando abaixo do nível da rua, o marceneiro Rosalvino Dilmann da Silva, de 61 anos, garante que há cinco anos padece quando chove forte. De acordo com ele, independentemente da estação, os prejuízos causados pela água, que encharca o que encontra pela frente, são acumulados.
A noite do sábado (3) foi, novamente, de correria, na tentativa de elevar a altura das diversas máquinas e, desta forma, impedir que os 20 milímetros de chuva em menos de uma hora causassem novos estragos.
A marcenaria ficou totalmente alagada e, quando o nível baixou restou, em meio ao lamaçal, jogar fora o que não foi possível salvar. “Na semana passada eu já havia tido um prejuízo de R$ 3 mil em madeira MDF e agora novamente. Só não foi pior porque conseguimos nos antecipar”, lamenta Silva.
A moradia e a área de produção estão situadas na Avenida 6 de Julho, que é pavimentada. No entanto, no trecho onde as enxurradas ocorrem, a causa é o diâmetro insuficiente da tubulação instalada pelo próprio marceneiro justamente para impedir o problema.
“Fui eu quem colocou os bueiros e não a Prefeitura. A água da chuva de toda a parte alta da cidade estoura aqui. Há anos peço que venham trocar os bueiros e só ouço promessas que não se cumprem. Já não sei o que fazer para que consertem, então vou buscar amparo na lei através da Promotoria de Justiça”, ameaça, enquanto mostra os motores das máquinas danificados.
A reportagem fez contato com o secretário de Urbanismo e Serviços Públicos, Carlos Miguel de Ávila Porto, que se limitou a argumentar que o processo licitatório para a aquisição de bueiros com maior capacidade de vazão é demorado e, portanto, não há uma previsão para o problema ser sanado.
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