Sexta, 03 de julho de 2026, 19:38h
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Parlamentar citou investimentos realizados pelo governo na área da Saúde e que beneficiaram municípios como Canguçu
Sem meias palavras, deputado federal avaliou cenário político no Estado em meio à disputa eleitoral que se aproxima
Ligado à Via Campesina e à agricultura camponesa, o deputado federal Dionilso Marcon (PT-RS) foi o representante da Câmara Federal durante o lançamento do Plano Safra Gaúcho na segunda-feira (9). Antes do ato, que ocorreu no Centro de Treinamento de Agricultores, o petista falou sobre a conjuntura política no Estado. Marcon reconhece a tradição que o Estado mantém de não reeleger governadores. Contudo, ele analisa que a história política de Tarso, pré-candidato à reeleição, já demonstrou a capacidade de derrubar tabus. “Também havia a tradição de não eleger governador em primeiro turno e o Tarso derrubou isso na eleição passada. Não tenho dúvidas de que ele será o primeiro governador reeleito no Estado”, afirmou.
O parlamentar vê uma polarização na corrida ao Palácio Piratini. Mais do que o clássico enfrentamento entre direita e esquerda, as eleições seriam, na opinião dele, uma evidente disputa entre dois projetos que favorecem classes sociais antagônicas. “Há uma disputa. Uma candidatura representa os grandes, os ricos, os latifundiários. A outra, que é do Tarso, representa a agricultura familiar, os pequenos empresários, as comunidades quilombolas, os assentamentos”, elencou.
Sem meias palavras, Marcon atacou o que classifica como “meios hegemônicos de comunicação”. Ele considera que duas candidaturas estão diretamente ligadas a interesses privados. “Nós vamos mostrar para a sociedade que uma candidatura representa a RBS, que nunca gostou dos pequenos e dos pobres. A RBS vem com a candidata ao Governo do Estado (Ana Amélia Lemos) e o candidato ao Senado (Lasier Martins). Eles querem mandar no Estado. Mas quem tem que mandar no Rio Grande do Sul não são os meios de comunicação e sim o povo”, argumentou.
Sobre o ingresso de Olívio Dutra (PT) na corrida ao Senado, Marcon avalia que o carisma do ex-governador atrairá votos de várias siglas políticas. Ele aproveitou para alfinetar o pré-candidato Lasier Martins, citando que o pedetista “não terá votos sequer da militância do PDT”. “Tenho encontrado vereadores, prefeitos e militantes brizolistas que, após a pré-candidatura de Olívio, dizem que agora eles têm candidato ao Senado”, revelou.
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