Quinta, 02 de julho de 2026, 06:45h
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Gerson Nunes citou o exemplo de outras cidades que formalizaram o novo convênio e já estão recebendo os investimentos da Corsan
Câmara de Vereadores não aceitou votar projeto sem a realização de audiências públicas para discutir o tema
Demagogia e discurso fácil. Essas foram as palavras usadas pelo prefeito Gerson Nunes (PT), para classificar a forma como tem sido conduzido por alguns parlamentares o debate sobre a renovação de contrato entre Prefeitura de Canguçu e Corsan. Nunes não citou a quais parlamentares as críticas eram dirigidas. Durante entrevista à Rádio Liberdade AM na quarta-feira (30), o gestor lembrou que a demora na renovação do contrato faz com que o município deixe de receber investimentos da estatal, ao contrário de outras cidades gaúchas que já firmaram o termo. “Vários municípios gaúchos já renovaram esse contrato e estão recebendo investimentos e recursos, enquanto nós continuamos parados, esperando. Esperando não se sabe o quê”, ironizou.
De acordo com a proposta, a Corsan passaria a fazer também o tratamento de esgoto no município. O novo serviço seria cobrado somente quando a novidade fosse colocada em prática. Um sistema semelhante foi acordado pela estatal com a cidade de Santa Cruz do Sul. O município do Vale do Rio Pardo receberá R$ 395 milhões de investimento durante os próximos 40 anos. Em passo Fundo, na Região Norte do Estado, a Corsan também renovou o convênio. O acordo prevê um repasse de R$ 58 milhões destinados ao aumento do sistema de esgoto sanitário.
Em Canguçu, um dos argumentos apresentados pelos opositores da renovação é, segundo o prefeito, a exigência de uma tabela de tarifas exclusiva para Canguçu. “Isso não existe. A Corsan tem uma tabela, que é regulamentada pela AGERGS, para todo o Rio Grande do Sul”, avalia o prefeito, que considera improvável que a Corsan ofereça um preço diferenciado exclusivamente para Canguçu “só porque alguns vereadores querem assim”.
Gerson lembrou que o projeto original foi encaminhado à Câmara há cerca de dois meses. Apesar da demora na votação, ele afirma que continua aberto ao debate e às novas ideias. Contudo, o gestor classificou como demagógico o discurso de alguns parlamentares. “Existem propostas que são demagógicas. A gente vê o discurso fácil e sabemos que não existe serviço sem que haja contrapartida. É assim com a energia elétrica, com a água e também com a rede de esgotos”, esclarece.
O Legislativo Municipal encaminhou recentemente a criação de uma comissão multipartidária para debater o tema. A iniciativa ocorreu após a realização de cinco audiências públicas que trataram sobre o novo contrato entre Corsan e Prefeitura. Os encontros foram marcados pela pequena presença de público e pela rejeição ao novo convênio. O principal motivo da resistência, tanto de alguns parlamentares quanto da população presente nos encontros, é o período do novo contrato (30 anos) e o acréscimo nas contas pagas pelo consumidor, já que a estatal passaria a tratar também a rede de esgoto, acrescentando este serviço à tarifa dos usuários.
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