Quarta, 01 de julho de 2026, 13:50h
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Para ser candidato, Luçardo disse que corte em salários e cargos é condição inegociável
Aos 73 anos, oito deles, governando Piratini por dois mandatos consecutivos, Francisco Luçardo é o nome que circula nos bastidores políticos como possibilidade real para o desafio tucano de se manter no poder por mais um ciclo.
Sereno, ele concorda que a próxima eleição será um divisor de águas já que, para qualquer sigla, o desgaste ocasionado por tantas gestões seguidas é natural.
Entrevistado pelo JTR, ele não definiu se irá concorrer no pleito de 2016, o que é possível traduzir com frases como: “cavalo velho não dá para enfrenar mais e, se a gente perceber que a peteca vai cair, a gente segura” –
Não só a discussão em torno do experiente tucano está aberta, mas, a corrida à Prefeitura em si, tanto que membros da forte oposição representada pelo PMDB já se reuniram com Luçardo para discutir os rumos da política local. “Sentamos para conversar e debater a hipótese de uma candidatura de consenso, o que eu já havia feito antes mesmo de concorrer pela primeira vez. Levei a sugestão do PMDB para os partidos que compõem a base governista e o não foi unânime”, conta Luçardo, que amplia: “Neste primeiro momento, a única exigência deles é que se fizesse em caso de acordo, um governo com total responsabilidade em áreas como as finanças, por exemplo, o que em minha opinião qualquer gestor tem que focar sob pena de ter graves problemas no curso de seu mandato”.
Indeciso sobre seu retorno à vida pública, ele se orgulha de ser “ficha limpa”, já que mesmo com dificuldade com relação ao último ano de sua gestão, conseguiu aprovar todas as suas contas. Luçardo afirma que, em caso de dar um sim ao partido, o que só deve ocorrer se não houver outros nomes e possibilidades, não abre mão de uma condição que certamente não agradará a quem faz parte da divisão de um bolo composto por uma aliança de seis partidos. “Em caso de sucesso, eu assumiria com 75 anos, sem idade, portanto, para correr riscos. Os encargos de uma gestão são muito pesados, assim, eu teria que impor determinadas situações. Uma delas é o corte dos salários dos cargos em comissão, inclusive do prefeito e vice. Não sei a condição financeira do município hoje, mas também entendo ser necessária uma redução nos cargos em torno de 40% “, encerra o procurador aposentado.
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