Quarta, 01 de julho de 2026, 13:19h
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Candidatos brigarão pela preferência do eleitorado, com campanha em rádio e TV a partir do dia 11 de outubro
Os eleitores gaúchos ainda desconhecem quem será o governador do Estado a partir de 1º de janeiro de 2015. José Ivo Sartori (PMDB) e Tarso Genro (PT) terão mais uma briga nas urnas: os dois disputarão em segundo turno a preferência do eleitorado do Estado.
Com 100% das urnas apuradas, o candidato do PMDB garantiu 40,40% dos votos válidos, contra 32,57% do petista. Ainda que as pesquisas de intenção de voto indicassem um crescimento de Sartori nas últimas semanas, o primeiro lugar na disputa surpreendeu. Tarso, por outro lado, manteve a expectativa indicada pelos últimos levantamentos, tirando a candidata do PP, Ana Amélia Lemos, da briga pelo comando do Executivo estadual.
Tarso disputa a terceira eleição para o governo do Rio Grande do Sul. Se vencê-la, será a primeira vez na história que o Estado irá reeleger um governador. Sartori estreia na disputa ao Piratini — antes, foi prefeito de Caxias do Sul e deputado estadual e federal. O segundo turno está marcado para daqui a três semanas, em 26 de outubro. Antes disso, a propaganda eleitoral gratuita retorna ao rádio e à televisão.
Saiba os motivos que levaram os dois candidatos ao segundo turno no Rio Grande do Sul:
José Ivo Sartori
O partido
O PMDB tem uma das estruturas partidárias mais consolidadas do Estado. Quando perceberam que Sartori tinha chances, os líderes locais se mobilizaram. Eles fizeram diferença, principalmente, na reta final e na boca de urna.
Declínio de Ana Amélia
Os ataques à candidatura de Ana Amélia — principalmente em relação ao cargo de confiança que ela ocupou no gabinete do marido senador — parecem ter surtido efeito no eleitorado. Mas os votos que ela perdeu não foram para Tarso Genro, foram para Sartori.
Terceira via
Reeditando a estratégia vitoriosa de Germano Rigotto em 2002, Sartori apresentou-se como um candidato de conciliação e paz, uma alternativa à polarização entre Ana Amélia e Tarso. Na sua retórica, falou muito em "coração" e disse que seu partido era o Rio Grande.
Uso da internet
Apesar de avesso à tecnologia, o candidato fez uma campanha que soube explorar o potencial das redes sociais. Sua campanha postou vídeos descontraídos, que reforçavam a ideia do gringo boa gente, exibindo Sartori a tocar sanfona ou a jogar capoeira da forma mais desajeitada possível, além de espalhar bordões como o "Sartorão da massa", com apelo junto ao público jovem.
Ligação com Pedro Simon
Pedro Simon teve um desempenho pouco lustroso em sua candidatura ao Senado, amargando um terceiro lugar. Os votos que não obteve para si, no entanto, ele pode ter atraído para Sartori. Segundo Céli Pinto, o eleitor não votou em Simon por causa da idade avançada, mas não deixou de admirá-lo, o que teria beneficiado Sartori.
Tarso Genro
Desconstrução da candidatura de Ana Amélia
Ao longo da campanha, os petistas exploraram as fragilidades da adversária Ana Amélia Lemos em sua propaganda. As críticas contribuíram para que a candidata do PP caísse, mas quem mais se beneficiou não foi Tarso, e sim José Ivo Sartori (PMDB), que saiu de azarão para vencer o primeiro turno e chegar ao segundo disputando com Tarso.
Tradição da militância do PT
Historicamente, o PT conquista uma fatia de 30% dos votos nas disputas eleitorais. Pela força da militância do partido, a sigla cultiva uma tradição "de chegada", que cresce nos momentos finais da disputa, pelo envolvimento de seus apoiadores. Contudo, a julgar pelo primeiro turno, o crescimento não foi suficiente diante do desempenho de Sartori.
Resultados para mostrar
Por ter governado o Estado nos últimos quatro anos, o governador hoje licenciado tem resultados concretos para apresentar ao eleitorado. Além de estabelecer aumento nos ganhos de professores e policiais, Tarso destacou em sua campanha iniciativas como o programa de microcrédito e o fato de a região metropolitana de Porto Alegre ter uma das menores taxas de desemprego em relação ao restante do país.
Associação com Lula-Dilma
Como Dilma Rousseff (PT) sempre liderou as intenções de voto entre os gaúchos, a campanha petista estreitou o discurso de voto casado. Em seus pronunciamentos, Tarso falava como o "representante de Lula e Dilma" no Rio Grande do Sul, valorizando programas federais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.
A força da máquina
Os prefeitos petistas foram convocados pela coordenação de campanha para intensificar atos de mobilização em suas regiões de influência. O PT governa 72 municípios, quase 15% do total do Rio Grande do Sul. O número de prefeitos cresceu 20% entre 2008 e 2012.
Confira como ficou o resultado do primeiro turno:
José Ivo Sartori (PMDB) - 40,40% - 2.487.899 votos
Tarso Genro (PT) 32,57% - 2.005.743 votos
Ana Amélia Lemos (PP) - 21,79% - 1.342.115 votos
Vieira da Cunha (PDT) - 4,27% - 263.062 votos
Roberto Robaina (PSOL) - 0,77% - 41.138 votos
Estivalete (PRTB) (PRTB) - 0,16% - 10.154 votos
Humberto Carvalho (PCB) - 0,04% - 2.253 votos
Fonte: Zero Hora
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