Ter�a, 30 de junho de 2026, 18:09h
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Sartori afirma que irá buscar alternativas que não criem mais despesas para o Estado. A primeira foi a redução dos secretariados que diminuiu em 30% os gastos do Executivo.
As mudanças estruturais do Governo de José Ivo Sartori a partir de 2015 redefinem secretarias, aglutinam pastas e extinguem outras, reduzindo para 19 as 27 existentes. As alterações buscam aperfeiçoar o fluxo administrativo com ações de gestão sintonizadas com as necessidades dos serviços públicos junto à sociedade.
O projeto de remodelação já foi encaminhado à atual Casa Civil ainda neste mês de dezembro. As definições, apontadas pelos grupos temáticos da transição e dentro dos preceitos sinalizados pelo governador eleito José Ivo Sartori, estão baseadas no critério de desburocratizar a máquina pública e diminuir gastos, com enxugamento do quadro – com redução dos Cargos de Confiança (CCs) – minimizando custos de diárias, transporte, energia, locação de espaço físico, entre outros.
Diante da grave situação financeira do Estado, o governador eleito, até o momento, não cogita qualquer medida que venha onerar o contribuinte com aumento de impostos. “O Estado tem que trabalhar para ter crescimento econômico e, nesta remodelação, vamos buscar alternativas para melhorar a receita, sem criar mais despesas. Ou seja, gastar menos do que se arrecada”, pontuou.
Alterações
Dentro da remodelação, Comunicação, Gabinete do Governador, Gabinete do Vice-Governador, Procuradoria-Geral do Estado e Casa Militar perdem o status de secretaria e exercem suas atividades junto ao Gabinete do Governador. Nesta plataforma, está incluído ainda o Gabinete de Políticas Sociais. Da mesma forma, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – o Conselhão – passa a estar diretamente ligado ao Governador. O Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas será incorporado pela Casa Civil.
Também será desmembrada a estrutura da Secretaria de Infraestrutura e Logística para órgãos distintos, denominados Secretaria dos Transportes e Mobilidade e Secretaria de Minas e Energia. Por outro lado, será unificada a estrutura da Secretaria do Turismo com a Secretaria de Esporte e Lazer. A Secretaria de Obras se juntará com Saneamento e Habitação e, por fim, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico atuará com Ciência e Tecnologia.
Com o objetivo de dar maior amplitude às políticas públicas para as diversas regiões do Estado, foi redimensionada, com maior alcance, a funcionalidade da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional. Já a Secretaria de Administração e dos Recursos Humanos passa a se chamar Secretaria de Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos. Neste mesmo critério, a Secretaria do Meio Ambiente passa a ser intitulada Secretaria do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável.
Serão extintas as secretarias do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã; Desenvolvimento e Promoção do Investimento; Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico; e Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa. A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres passa a ser incluída nas ações do Gabinete de Políticas Sociais.
Secretarias tradicionais como Fazenda; Educação; Saúde; Segurança Pública; Cultura; Justiça e Direitos Humanos; Agricultura e Pecuária; Desenvolvimento Rural e Cooperativismo; e Trabalho e Desenvolvimento Social seguem sem alterações. As funcionalidades da Casa Civil e da Secretaria-Geral do Governo mantêm-se as mesmas.
30% de economia - O futuro chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, ainda afirmou que a nova composição vai permitir uma redução em torno de 30% dos gastos do Poder Executivo. “O objetivo é aproximar as curvas da receita e da despesa. Se nós invertermos essa conduta, chegará o dia em que o Estado vai gastar menos do que aquilo que ele tem capacidade de arrecadar”, enfatizou.
Com a alteração no número de Secretarias, há a previsão de redução no número de cargos em comissão (Ccs). “O propósito do governo Sartori é de mudança, de enfrentar os problemas crônicos do Rio Grande do Sul. É importante que as pessoas percebam o esforço que está sendo feito para tratar essa deficiência do Estado”, ressaltou.
Ele ainda lembrou que uma das preocupações do governo Sartori é priorizar os compromissos do Estado com os servidores concursados, com os fornecedores e com a qualidade dos serviços prestados em educação e segurança, entre outros, para que o Estado funcione plenamente. Imposto - A respeito da possibilidade de aumento de impostos, Biolchi foi enfático ao afirmar que essa alternativa não foi considerada. “Essa é uma ideia que sequer tem existido dentro do núcleo do próximo governo. A gente sabe o quanto a máquina pública é pesada para o contribuinte. Antes de largar nos ombros do contribuinte esse peso, o governo precisa fazer o tema de casa”, destacou.
Sartori assumiu governo do Rio Grande do Sul na tarde do dia 1º
O governador eleito do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), e o vice-governador eleito, José Paulo Cairoli, foram empossados na tarde do dia 1º de janeiro de 2015. A cerimônia iniciou por volta das 14 horas, na Assembleia Legislativa do Estado. Depois, às 15 horas, Sartori e Cairoli se deslocaram ao palácio Piratini, para a transmissão de cargo pelo governador Tarso Genro. Sartori foi eleito em segundo turno, com 61,21% dos votos válidos.
Quanto ao novo secretariado, o governador eleito já decidiu todos os nomes. Dez nomes foram apresentados em coletiva de imprensa no dia 16, já os outros seis foram divulgados esta semana. A divulgação dos nomes, como já tinha colocado no pós-eleição, obedeceu critérios técnicos e políticos, através dos partidos coligados. Confira a lista:
Os novos secretários
Agricultura e Pacuária: Ernani Polo (PP)
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável: Ana Pellini
Educação: Vieira da Cunha (PDT)
Justiça e Direitos Humanos: Cesar Faccioli Minas e Energia: Lucas Redecker (PSDB)
Obras, Saneamento e Habitação: Gerson Burmann (PDT)
Saúde: João Gabardo (PMDB)
Segurança: Wantuir Jacin
Trabalho e Desenvolvimento Social: Miki Breier (PSB)
Transportes e Mobilidade: Pedro Westphalen (PP)
Cultura: Victor Hugo (PMDB)
Planejamento e Desenvolvimento regional: Cristiano Tatch (PMDB)
Modernização administrativa e RH: Eduardo Oliveira (PSD)
Casa Militar: tenente-coronel Everton Santos Oltramari
Chefe de Gabinete: João Carlos Mocellin
Turismo, esporte e lazer: Juvir Costella (PMDB)
Comunicação: Cleber Benvegnú
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