Ter�a, 30 de junho de 2026, 01:06h
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Todos afirmam estar surpresos com a citação de seus nomes no escândalo de corrupção; lista de Rodrigo Janot traz seis nomes do Rio Grande do Sul
O deputado Afonso Hamm, apontado pela lista do procurador geral da República, Rodrigo Janot, como um dos integrantes do esquema de corrupção do Lava Jato, lançou um nota de esclarecimento onde afirma estar surpreso e indignado com o pedido de abertura de processo enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Hamm disse rechaçar qualquer participação ou envolvimento no processo, e se colocou a disposição das autoridades competentes para os esclarecimentos necessários. “Com tranquilidade, digo à sociedade brasileira, em especial aos gaúchos que sempre confiaram na minha trajetória política, e à imprensa, que não possuo relação com a corrupção na Petrobras”, declarou. O deputado do PP alega estar convicto no desdobramento do caso e nas elucidações dos fatos.
Outro dos acusados que se declarou perplexo foi o ex-deputado Vilson Covatti. Segundo ele, seu nome foi envolvido na lista do Lava Jato de forma irresponsável. Covatti foi categórico, e afirmou que irá reagir. “Me chamaram para a guerra e eu estou disposto a ir até as últimas consequências para descobrir o porquê que meu nome está nesta lista e quem recebeu dinheiro sujo usando o meu nome.” Ele explica que não possui foro privilegiado, e que está abrindo todo o seu sigilo bancário, telefônico, ou qualquer outra ferramenta que possa levar a punição dos reais responsáveis.
Já Jerônimo Goergen anunciou a decisão de se licenciar do diretório estadual do partido para poder prestar os esclarecimentos necessários. Segundo ele, o doleiro cita que o dinheiro ia para líderes de três grupos, do qual ele não era deputado federal. “Mas o que mais me intriga foram as matérias jornalísticas dizendo que o Palácio do Planalto confirmou alguns nomes que viriam na lista, caso do presidente do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha. Como o governo já sabia antes? Farei tudo para provar minha inocência e trabalharei mais duro ainda para destruir essa conspiração. Estarei à disposição da Justiça e da CPI da Petrobras para prestar todas as informações necessárias. Sou, inclusive, um dos signatários desta Comissão Parlamentar de Inquérito.”
José Otávio Germano também disse que não tem nenhum envolvimento com o caso. O deputado afirma que teve apenas dois encontros com Paulo Roberto Costa na sede da Petrobras, quando ele era diretor da empresa. “Afirmo categoricamente que nada sei sobre os fatos denunciados pela Operação Lava-Jato, e que por isso mesmo nada devo e nada temo”.
Luis Carlos Heinze disse estar com a consciência tranquila por saber que nunca se beneficiou com o esquema. “Sempre defendi a moralidade, a clareza na política e repudio qualquer ato de corrupção. Apoiei todas as CPI´s e a da Petrobras fui um dos primeiros a assinar. Sempre votei pela cassação dos deputados envolvidos em escândalos, inclusive de parlamentares do meu próprio partido - o PP.”
Através do facebook, Renato Molling declarou que irá provar sua inocência, e que continuará praticando a boa política. “Não vendo o meu voto e defendo o que é melhor para o país. O pré julgamento já aconteceu, mas com fé em Deus e confiança na justiça, continuarei de cabeça erguida!”
Entenda o caso
Na última semana, a lista elaborada pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, com o nome dos políticos envolvidos no escândalo do Lava Jato veio à tona. A maioria dos que estão na lista fazem parte do PP, PMDB e PT. Entre os investigados, despontam algumas das figuras mais importantes do Congresso Nacional, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Confira a relação dos investigados pelo STF (divididos por partido):
Senadores do PP
Benedito de Lira (AL)
Ciro Nogueira (PI)
Gladson Cameli (AC)
Deputados do PP
Aguinaldo Ribeiro (PB)
Afonso Hamm (RS)
Arthur Lira (AL)
Dilceu Sperafico (PR)
Eduardo da Fonte (PE)
Jeronimo Goergen (RS)
José Otávio Germano (RS)
Lázaro Botelho (TO)
Luis Carlos Heinze (RS)
Luiz Fernando Faria (MG)
Missionário José Olímpio (SP)
Nelson Meurer (PR)
Renato Molling (RS)
Roberto Balestra (GO)
Roberto Britto (BA)
Sandes Júnior (GO)
Simão Sessim (RJ)
Waldir Maranhão (MA)
Ex-deputados do PP
Aline Corrêa (SP)
Carlos Magno (RO)
João Leão (BA), vice-governador da Bahia
João Pizzolatti (SC)
José Linhares (CE)
Luiz Argôlo (BA) (era do PP, mas está filiado ao Solidariedade)
Mario Negromonte (BA), ex-ministro e atual conselheiro doTCM-BA
Pedro Corrêa (PE), cumpre pena do mensalão
Pedro Henry (MT), condenado no mensalão
Roberto Teixeira (PE)
Vilson Covatti (RS)
Senadores do PMDB
Renan Calheiros (AL), presidente do Senado
Edison Lobão (MA), ex-ministro
Romero Jucá (RR), 2º vice-presidente do Senado
Valdir Raupp (RO)
Deputados do PMDB
Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara
Aníbal Gomes (CE)
Ex-governadora do PMDB
Roseana Sarney (MA)
Senadores do PT
Gleisi Hoffmann (PR)
Humberto Costa (PE)
Lindbergh Farias (RJ)
Deputados do PT
José Mentor (SP)
Vander Loubet (MS)
Ex-deputado do PT
Cândido Vaccarezza (SP)
Senador do PSDB
Antonio Anastasia (MG)
Senador do PTB
Fernando Collor (AL)
Políticos que tiveram seus processos arquivados
Além dos pedidos de inquérito, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou os pedidos de inquérito contra os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Delcídio do Amaral (PT-MS), além dos deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Alexandre Santos (PMDB-RJ).
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