Segunda, 29 de junho de 2026, 21:52h
Home Politica
Durante entrevista, ex-secretário deixou transparecer o sentimento de ter levado uma rasteira do próprio partido
Elisnei Pires não é mais o secretário de Cultura, Turismo, Juventude e Mulheres de Canguçu. Agora, de forma oficial. Na manhã de segunda-feira (23), ele anunciou a definição da situação à imprensa. “Gostaria de permanecer na Secretaria de Cultura, mas, infelizmente, a questão política se sobressaiu à questão técnica e aos resultados que obtivemos durante dois anos e três meses no cargo”, afirmou Pires. Junto com ele, outros quatro servidores estão de saída da pasta. Para Elisnei, a decisão foi exclusivamente do PSB. Ele aponta interesses políticos por trás da sua saída da administração municipal. “O PSB privilegiou a vontade de poucos, levando em contas as mágoas pessoais e a preocupação com a ascensão das pessoas que estavam na administração, pois a decisão foi tomada sem conhecimento ou aprovação da maioria destas pessoas”, opinou.
Durante a entrevista, Pires deixou transparecer o sentimento de ter levado uma rasteira do próprio partido, o qual mostrava-se incomodado com a sua aceitação na comunidade. Responsáveis por uma cadeira na Câmara de Vereadores, ocupada por Cesar Silva, os socialistas romperam com o PT já pensando em uma maior independência da sigla para as eleições municipais de 2016. “O PSB privilegiou a vontade de poucos, levando em contas as mágoas pessoais e a preocupação com a ascensão das pessoas que estavam na administração, pois a decisão foi tomada sem conhecimento ou aprovação da maioria destas pessoas.”
Um documento chamado de Manifesto Tradicionalista de Canguçu, assinado pelo coordenador da 21ª Região Tradicionalista (21ª RT), Marco Aurélio Ferreira Lages, teve aprovação de 19 entidades locais e foi entregue nas mãos do prefeito Gerson Nunes e do PSB solicitando a permanência do titular. A manifestação de apoio da comunidade, contudo, não foi suficiente para sensibilizar a administração municipal. “A administração municipal também não fez esforço pela minha permanência, mesmo com a mobilização mostrada por alguns setores da comunidade nos últimos dias. Haveria interesse deles caso eu saísse do PSB e ingressasse no PT, caso contrário, não. Mas eu já havia dado a palavra de que não mudaria de partido em troca do cargo”, argumentou.O gestor avalia a saída do cargo como a “interrupção de um trabalho de dois anos e três meses que vinha apresentando resultados positivos à comunidade, mesmo em uma pasta que dispõe de poucos recursos para trabalhar.”
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados