Segunda, 29 de junho de 2026, 21:52h
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Vereador do PSDB elencou quais são os projetos que aparecem como maior responsabilidade na sua gestão
O engenheiro agrônomo Rodnei Jacondino (PSDB) assume a presidência da Câmara de Vereadores em um ano que antecede as eleições municipais de 2016. Neste período, as disputas entre partidos e futuros candidatos ficam ainda mais acirradas. Porém, com a experiência de ter sido vereador constituinte pelo PMDB entre 1988 e 1992, ele diz saber lidar com este cenário. “Precisamos tornar o Poder Legislativo independente e cumprir a nossa função, que é de legislar, fiscalizar e julgar os projetos do Executivo. Temos que enxergar os benefícios que as matérias trazem e não trancar o que é bom para a comunidade.”
Jacondino informa que praticamente todas as pautas que haviam ficado pendentes do ano passado foram votadas nos três primeiros meses deste ano. Ele elencou quais são os projetos que aparecem como maior responsabilidade na sua gestão. Entre eles, está a renovação de contrato com a Corsan para o serviço de abastecimento de água no município. “O contrato com a Corsan termina em 2016. Se não fizermos um novo contrato, o atual será renovado no mesmo formato por mais 30 anos. E o contrato atual foi feito há 20 anos, então, não podemos fazer a renovação com as mesmas condições, pois as necessidades da população mudaram muito de lá para cá.”
Ele solicitou ao colega de partido, o deputado estadual Pedro Pereira, o agendamento de uma audiência em Porto Alegre, junto à presidência da Companhia no Estado, para tratar do assunto. O encontro terá a presença de um vereador de cada bancada. “Um dos pontos a serem discutidos é o impacto ambiental que provocaria a construção da barragem do Arroio Pantanoso”, alerta. A outra pauta que desperta atenção especial do tucano é a reforma administrativa proposta pela Prefeitura de Canguçu, que pretende eliminar uma Secretaria, alterar a escolaridade exigida para alguns cargos e as funções dos servidores. Sobre o projeto assinado por dez vereadores para contratação de 15 assessores, sendo um para cada parlamentar, o presidente da Mesa mostra-se contrário à ideia por avaliar que o legislador tem de acompanhar a manifestação que vem das ruas, e, neste caso, a população não vê com bons olhos a matéria. A discussão está “congelada” na Casa.
Apesar de se considerar afastado da richa política entre situação e oposição, o vereador não se furta de opinar sobre o desempenho da administração municipal. “Está faltando maturidade e experiência para enxergar os problemas e ter um melhor encaminhamento das demandas. No caso do processo de reestruturação escolar, por exemplo, faltou maior discussão com a comunidade para tomar as decisões e não voltar atrás depois. O mais difícil é fazer a avaliação e planejar, depois, executar é simples.”
Para o tucano, os assessores do prefeito Gerson Nunes precisam saber ouvir as demandas da comunidade. “É preciso conhecer os problemas para, depois, resolvê-los. No governo do Gerson, vejo um andamento insatisfatório em todas as áreas. Não tem pessoal competente para administrar. Está faltando ouvir as pessoas, que apontam diariamente onde estão os maiores problemas. Falta comando das ações e apresentar resultados. A nota que dou para o andamento do trabalho é zero.”
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