Segunda, 29 de junho de 2026, 21:51h
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João Durão (PDT) foi o proponente da matéria e só obteve votos favoráveis de dois colegas: Bigico e Cesar Madrid, ambos do PP
O projeto do vereador João Durão (PDT), que propunha que os parlamentares de Canguçu cumprissem, pelo menos, quatro horas de trabalho por dia de forma presencial, foi vetado no dia 19 deste mês. A proposta resultaria em 20 horas semanais de atendimento nas dependências da Câmara de Vereadores.
Dos 15 vereadores, somente dois votaram a favor, além do proponente da matéria: Bigico e Cesar Madrid, ambos do PP. Os demais votaram contra: Arion Braga (PP), Cristiano Aguiar (PP), Rubinho (PP), Silvio Neutzling, suplente de Vinicius Pegoraro (PMDB), Gilberto Degar (PMDB), Edil Rosa (PMDB), suplente de Aparício (PMDB), César Silva (PSB), Roda (PT), Wendel Vilela (PTB) e Professor Fininho (PSDB). O vereador Formiga (PT) esteve ausente na sessão.
Hoje, a maioria dos vereadores de Canguçu se dedica, boa parte do dia, à sua atividade profissional exercida antes da eleição para o Poder Legislativo. Com isso, o atendimento ao público fica delegado aos assessores, que recebem a comunidade nos gabinetes dos políticos. “Deixamos de dar um exemplo para a politica nacional. Estou triste por ter de admitir isso”, disse João Durão (PDT) em entrevista à Rádio Cultura AM no dia 20 deste mês.
O pedetista ficou surpreso com o posicionamento de alguns colegas de plenário. “Alguns vereadores que votaram contra chegaram a dizer que iriam cobrar hora-extra, caso o projeto fosse aprovado”, garante. O vereador eleito com 2.888 votos em 2008 e reeleito em 2012 disse que vai apresentar novo projeto nos próximos dias, o qual promete gerar mais polêmica. “Vou propor a redução do número de vagas na Câmara de Vereadores de 15 para nove.”
De acordo com a Rádio Cultura AM, o presidente do Sindicato dos Municipários de Canguçu (Simca), Breno Schmalfuss, sugere que o número seja ainda menor. Para Schmalfuss, cinco vereadores seriam suficientes para atender a comunidade e fiscalizar o trabalho do Poder Executivo.
Em 2011, a Câmara aprovou o aumento de 10 cadeiras para 15. A maior oferta de vagas fez aumentar consideravelmente o número de postulantes ao Poder Legislativo nas eleições municipais, passando de aproximadamente 80 em 2008 para cerca de 140 em 2012.
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