Segunda, 29 de junho de 2026, 10:03h
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O Departamento de Meio Ambiente de Morro Redondo, com apoio da Azonasul, realizou a audiência pública de apresentação da fase de diagnóstico do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (lixo) e da limpeza pública. A apresentação ocorreu no dia 25 de maio, no prédio da Câmara de Vereadores. Participaram da audiência o vice-prefeito, Diocélio Jaeckel, o presidente da Câmara, Claudio Klumb, os vereadores Anderson Güths, Angélica Milech e Lauro Rodrigues, alunos e professores do programa Mais Educação, o comandante da Brigada Militar, Marcos Zanetti, o secretário de Desenvolvimento Rural, Davi Schiavon, diretores de escolas, pessoas da comunidade, Associação dos Recicladores de Lixo de Morro Redondo, Emater local e membros da equipe técnica da Azonasul, que foram responsáveis pelo trabalho nos municípios da região. Além deles, também estavam presentes Henrique Feijó, secretário executivo dos municípios, Natali dos Santos, química ambiental e coordenadora do grupo, Carlos Tagliani, geólogo da Furg, Erli Massaú, economista, Sandra Barboza, ecóloga, Jorge da Rosa, engenheiro agrônomo, e Maria Cecilia Monteiro, bióloga.
Conforme Henrique Feijó, a audiência visa construir o Plano de Tratamento do Lixo, que é um dos grandes problemas da região, em cima de uma exigência do Ministério do Meio Ambiente, que determina que, até o final deste ano, todos os municípios tenham o seu plano pronto. Feijó explicou que, durante esta etapa do diagnóstico, a equipe foi ao município fazer um levantamento de toda a realidade em relação aos resíduos sólidos. Foi nesse momento que se verificou qual tipo de lixo Morro Redondo produz, se possui coleta seletiva e qual a quantidade de lixo que é enviado aos lixões. Segundo ele, o município não tem um lixão, ou seja, o lixo que não é reaproveitado é enviado para Candiota.
Ele ressalta que foi muito importante a participação da comunidade nesta audiência, que pôde se manifestar relatando como é a realidade local e quais os problemas existentes, além de fazer sugestões do que poderá ser feito no futuro para resolver estas questões. A próxima etapa deste processo será apresentar o prognóstico daqui a aproximadamente três meses, para depois ter o plano praticamente pronto, com todas as alternativas e soluções que precisam ser apresentadas a curto, médio e longo prazo.
Um dos integrantes que trabalha na Associação localizada na colônia Afonso Pena, André Dutra, destacou que o lixo da zona rural é melhor classificado do que o lixo que é coletado na zona urbana. “Na cidade existe muita mistura de lixo orgânico com lixo inorgânico, o que acaba por gerar desperdício de material que poderia ser reaproveitado”, explica.
Outro ponto destacado foi a existência de materiais que não devem ser enviados ao lixo, como os da área da saúde, que devem ser entregues nas unidades de saúde ou para os agentes de saúde. Para pilhas, baterias e produtos eletroeletrônicos, ainda não existe no país um acordo empresarial com o governo para que as indústrias que produzem estes materiais tenham locais de recolhimento. No entanto, eles não devem ser enviados na coleta seletiva.
Henrique Feijó parabenizou o município por fazer a coleta seletiva e efetuar campanhas de educação ambiental com alunos do programa Mais Educação e da Brigada Mirim. Mas ele salienta que, mais adiante, será necessário um melhor aproveitamento dos materiais de origem orgânica e que, para isso, deverá haver uma taxa para cobrança de lixo, já que o Tribunal de Contas exige essa cobrança.
Conforme os dados apresentados, em Morro Redondo cada morador produz em torno de 144 quilos de lixo ao ano, sendo 400 gramas ao dia. Atualmente, o município gasta, em média, quase R$ 100 mil com o lixo, fora o gasto de mandar resíduos para Candiota.
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