Segunda, 29 de junho de 2026, 08:51h
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Há um ano do pleito municipal, o apoio sempre muito discutido do Partido dos Trabalhadores ao governo de Vilso Agnelo (PSDB), teve o final que se esperava diante da ausência de sintonia entre as siglas devido à ideologias diferentes.
Na segunda-feira (26), o presidente do PT em Piratini, Adilson de Oliveira, que também ocupava a Secretaria de Habitação, comunicou sua saída e colocou à disposição do prefeito outros quatro cargos de confiança aos quais a sigla tinha direito, pondo fim a parceria.
Segundo Oliveira, o pano de fundo da decisão é que o PT tem seu próprio projeto de desenvolvimento político para o município e a coligação que hoje governa a cidade não representa nem mesmo em pequenos percentuais essas aspirações. “Observa-se que a finalidade do nosso partido, por ser de esquerda, não se afina com outras siglas de posições e ideologias diferentes por serem de centro ou de direita. Até o momento, não tivemos nenhuma tratativa por parte do atual governo que viesse ao encontro do que pensamos”, explanou.
Ele entende que o PT tem uma aceitação muito grande em Piratini e embasa isso na eleição do vereador Lourenço de Souza e nas votações obtidas nas eleições estadual e federal, quando Dilma Rousseff e Tarso Genro, além do candidato ao senado, foram muito bem votados.
Ao sair do atual governo, o presidente entende que o partido fica livre para dar seguimento ao seu projeto futuro para o município, o que passa impreterivelmente pela aspiração à Prefeitura. “Temos sim um lugar especial na comunidade. Saímos sem ressentimentos e entendemos que nossa participação no governo do Vilso foi fundamental, mas a decisão foi tomada com os pés no chão e junto de lideranças estaduais e locais. Se a eleição fosse hoje, nós teríamos sim um candidato próprio à prefeitura”, assegura.
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