Segunda, 29 de junho de 2026, 02:23h
Home Politica
Um decreto da Prefeitura de Piratini que ganhou as redes sociais esta semana com uma série de manifestações, deu início a uma nova discussão envolvendo a já desgastada relação entre a administração tucana e a imprensa.
Leia também: Piratini: Ginásio de Esportes passa por manutenção para receber Semana Farroupilha
Com data de 14 de maio, o documento torna praticamente impossível a transmissão, através das duas rádios da cidade, dos shows da Semana Farroupilha de Piratini 2015. A prática até então era comum e, além de promover o evento, permite que, principalmente os moradores da zona rural, que não comparecem diariamente, acompanhem o que ocorre no palco do Rio Grande, local onde as principais atrações se apresentam. Este ano, o evento ocorre de 11 a 20 de setembro.
Para que os estúdios das emissoras sejam instalados no interior do Centro de Eventos Erni Pereira Alves em estandes de quatro metros quadrados, a Prefeitura fixou o valor de R$ 30 mil. A quantia, para ser paga aos cofres públicos, necessitaria de um aumento dos percentuais na captação de patrocínios em um momento de retração do mercado da publicidade devido à crise no país.
Decreto encontra repúdio na Câmara
A medida se tornou impopular rapidamente e, não só na oposição alicerçada pelo PMDB, encontrou repúdio.
Durante a sessão de terça-feira (16), Marcial Guastucci (PMDB) liderou um abaixo-assinado que ambiciona conseguir duas mil assinaturas na cidade pedindo que o prefeito revogue sua decisão, pelo valor considerado absurdo. Para o parlamentar, a medida é ditatorial. “É lamentável que o Legislativo tenha que discutir a possibilidade das rádios trabalharem diante da liberdade de imprensa e expressão já conquistadas. Se fosse nos anos 70, em plena ditadura, poderíamos achar normal”, criticou o vereador.
“O prefeito, com isso, também peca na questão política, além de penalizar as emissoras que deveriam receber para promover o evento. Ele penaliza também a comunidade, principalmente da zona rural, e ainda os menos favorecidos, que não possuem condições financeiras para custear o acesso ao evento”, ampliou Guastucci, que entende ser o decreto uma ação infeliz e que, para revogar a decisão da Prefeitura, cabe ainda uma medida judicial.
Cláudio Dias, líder de bancada oposicionista, disparou: “Isso nada mais é que uma forma de retaliação às emissoras. O prefeito faz uma péssima administração, o que é de conhecimento público, a imprensa divulga e essa é a maneira de retaliar”.
Lourenço de Souza (PT) não é contrário a cedência de espaço pago, mas considera o valor abusivo. “Achei uma piada, um absurdo”.
Sérgio Castro (PDT), também não é favorável à cobrança. “Não podemos castrar a festa. Foi uma medida não acertada e precisa ser revista”, disse.
O abaixo-assinado recebeu o apoio e assinatura dos nove vereadores.
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados