Domingo, 28 de junho de 2026, 07:50h
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*Informações da Agência Brasil e Amigos de Pelotas
Manifestantes se reuniram em diversas cidades do Brasil neste domingo (16) para pedir o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, assim como o fim da corrupção. Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Pelotas foram algumas das cidades onde houve manifestações.
Um grupo esteve também em frente ao Instituto Lula, em São Paulo. Segundo Adi dos Santos Lima, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no estado de São Paulo, os manifestantes queriam mostrar o repúdio ao ataque ocorrido no último dia 30 de julho, quando uma bomba caseira foi lançada no prédio do Instituto.
Na cidade de Pelotas, a manifestação tomou lugar na praça Coronel Pedro Osório. No blog Amigos de Pelotas foi dito que “das casas e da rua muita gente acompanhava o grupo que se deslocava e gritava junto com eles por um tempo, mas não seguia o grupo”, que aparentava ter por volta de 500 pessoas.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, informou que a mobilização de domingo (16) foi vista como “um fato natural dentro da normalidade democrática” e que o governo está trabalhando para superar as dificuldades que levaram os insatisfeitos às ruas.
Ouvido pela Agência Brasil, um dos manifestantes, o geofísico da Petrobras Jander Moraes disse que não basta a saída do PT do governo, mas também dos seus aliados acusados de corrupção. "Eles vêm aparelhando o Estado desde que ganharam as eleições. Vimos que o mensalão desdobrou no petrolão e isso está corroendo nossas instituições". Moraes defendeu a atuação independente do Judiciário e da Polícia Federal.
Já a professora Maria Regina Souza, que é petista, foi ao calçadão de vermelho, em protesto à manifestação. "Uma palhaçada pedir impeachment, como se isso fosse resolver os problemas do país", declarou. "Enquanto não mudar a forma como são financiadas as campanhas, a corrupção vai continuar".
Líder do movimento, Antonio Ribas Paiva disse que não defende os militares no poder, como ocorreu no país em 1964, mas um período de transição. “Os militares [depois do golpe de Estado de 1964] deveriam ter devolvido o poder que a sociedade lhes outorgou mais aprimorado, com o mecanismo de defesa de interesse público. Mas não foi isso o que ocorreu. Hoje, toda classe política está comprometida”, disse Paiva.
Já o movimento Vem pra Rua defende o impeachment da presidenta. O porta-voz, Rogerio Chequer, disse que existe um relatório no Ministério Público de Contas, do Tribunal de Contas da União, que “caracteriza ações que configuram crime de responsabilidade”. Para ele, esse seria o meio para viabilizar legalmente o impeachment.
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