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21-09-2015

João Vaccari Neto e Renato Duque são condenados na Lava-Jato


Foto: Geraldo Bubniak/Estadão Conteúdo Ex-tesoureiro do PT (E) e ex-diretor de serviços da Petrobras (D) pegaram pena equivalente a de latrocínio

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, sentenciou nesta segunda-feira o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque a 20 anos e oito meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Na mesma sentença, o magistrado condenou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, também por corrupção passiva, a 15 anos e 4 meses de prisão.


A pena aplicada a Duque, homem indicado pelo PT para o cargo, é a maior já imposta pela Operação Lava-Jato, que investiga corrupção na Petrobras. Duque e Vaccari eram réus primários. A acusação é de que Duque recebeu propina de R$ 36 milhões.



"A prática dos crimes de corrupção envolveu o recebimento de pelo menos R$ 36.346.200,00, US$ 956.045,00 e 765.802,00 euros à Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás (Consórcio Interpar, Consórcio CMMS, Consórcio Gasam e contrato do Gasoduto Pilar/Ipojuca)", detalha a sentença.


Já Vaccari é acusado de ter intermediado o recebimento de R$ 4,2 milhões pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em acerto com a diretoria de Serviços da Petrobras. A propina seria referente ao Gasoduto Pilar/Ipojuca. O doleiro Adir Assad é outro condenado no processo.


Vaccari é réu em mais um processo, junto com o ex-ministro José Dirceu. Ambos são acusados de envolvimento na intermediação de contratos com o Ministério do Planejamento. Já Duque responde a dois outros processos, todos relativos a obras da Petrobras.


Além deles, foram condenados:


Alberto Youssef - por lavagem de dinheiro


Augusto Ribeiro de Mendonça Neto - corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa


Adir Assad - lavagem de dinheiro e associação criminosa 


Dario Teixeira Alves Junior - lavagem de dinheiro e associação criminosa


Sônia Branco - lavagem de dinheiro e associação criminosa


Pedro Barusco - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa


Mário Góes - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa


Julio Camargo - corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.


Fonte: Zero Hora



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