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Tribunal de Contas da União, lembrou a senadora, apurou que, em 2014, houve atrasos sistemáticos de cerca de R$ 40 bilhões aos bancos públicos
Senadora enfatizou que medida demonstra receio do governo em relação ao resultado da avaliação do Tribunal
A senadora Ana Amélia (PP-RS) destacou na tribuna, nesta segunda-feira (5), que a decisão do governo de pedir que o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, seja afastado da relatoria das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff tem objetivo de adiar a votação no TCU.
O Tribunal de Contas da União, lembrou a senadora, apurou que, em 2014, houve atrasos sistemáticos de cerca de R$ 40 bilhões aos bancos públicos. Programas sociais foram pagos com dinheiro dos bancos públicos, ações que ficaram conhecidas como pedaladas fiscais.
Ana Amélia explicou que o TCU apenas faz a perícia das contas para verificar se estão corretas ou não, e que a decisão final é do Congresso Nacional. Para a senadora, ao pedir a suspeição do ministro-relator, o governo demonstrou receio do resultado da avaliação do Tribunal, prevista para a próxima quarta-feira (7), porque poderia ser a base para um futuro pedido de impeachment.
"O Tribunal está cumprindo rigorosamente com sua responsabilidade. Eu acho que o governo fez o malfeito e agora quer recuperar o tempo perdido e dar uma empurrada com a barriga para que isso vá para 2016", disse a senadora.
No domingo (4), os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, do Planejamento, Nelson Barbosa, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, em entrevista coletiva, criticaram as declarações à imprensa de Nardes sobre o voto que será proferido na sessão de quarta-feira, com a recomendação de que as contas sejam rejeitadas. O afastamento foi pedido oficialmente nesta segunda-feira.
Redator: Assessoria de Imprensa
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