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Em sessão extraordinária da Câmara de Vereadores realizada na terça-feira (3), a Câmara de Vereadores de Pinheiro Machado foi contrária ao parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) e aprovou a prestação de contas do ex-prefeito José Antônio Duarte Rosa (PDT), o Zé Antônio, no exercício de 2012.
A votação foi acirrada. Por seis votos contrários ao parecer do órgão fiscalizador e três votos em manutenção ao apontamento, Zé Antônio foi absolvido e teve seus direitos políticos mantidos pelo poder Legislativo.
Em síntese, as bancadas do PDT, PSDB e PMDB apoiaram o ex-prefeito, enquanto PSB e PP foram favoráveis ao apontamento do TCE-RS. Os vereadores Rogério Moura (PSB), André Kisuco (PSB) e Paulo Alves (PP) acusaram as demais siglas de terem feito um acerto político para garantir a manutenção dos direitos políticos de Zé Antônio.
Conforme citou Alves, “o quadro político do próximo ano está desenhado”. Para o vereador, o acerto político causou um entrave entre os legisladores e certo desconforto para o pleito do próximo ano. “É o meu jeito ser sincero e claro, mas aqui fica o meu descontentamento da maneira como as coisas estão sendo tratadas. Eu fiz o relatório acompanhando o parecer do Tribunal de Contas”, discorreu o progressista.
Zé Antônio fez defesa em plenário
Apontado por gastos exorbitantes quando assumiu a administração municipal com a cassação do então prefeito Luiz Fernando Leivas (PT), em outubro de 2011, Zé Antônio fez, pessoalmente, sua defesa na tribuna para os legisladores e militantes do PDT que ocuparam o plenário da Casa Legislativa.
Em entrevista ao Jornal Tradição Regional, ele justificou o apontamento do TCE e destacou sua satisfação com a decisão da Câmara. Quanto à denúncia de um acerto político, ele rechaçou a fala de alguns vereadores. “Eu acho que a decisão teve coerência, pois os apontamentos foram de uma dívida feita pelo prefeito cassado. Tomei medidas na época que levaram o município a economizar recursos, como a nomeação de funcionários públicos em cargos em comissão, além da diminuição drástica de cargos de confiança do quadro de funcionários”, justificou.
“Esse tal acerto não existe. Até me admiro muito que o vereador Paulo Alves fale dessa questão ética porque o partido dele fazia parte do meu governo. Pessoas do PP trabalhavam conosco, então esperava esse apoio”, repeliu. “Não tenho pretensão de cargo político. Não estou buscando votos para me livrar da condenação por causa de disputa de eleição”, alegou o pedetista.
Redator: Tradição Regional
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