S�bado, 27 de junho de 2026, 07:15h
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Os municípios da região Sul vêm sofrendo com o atraso nos repasses para a saúde, mobilizando os gestores públicos a buscarem juntos soluções para o problema. Liderados pela Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), os prefeitos recorrem a várias instâncias, pedindo providências. Em Turuçu, a situação não é diferente. O governo do Estado deve R$ 534 mil em repasses para a saúde do município que tem pouco mais de 3,5 mil habitantes, valor intensamente impactante. Para driblar a situação, os atendimentos são mantidos utilizando reserva financeira dos cofres municipais.
O prefeito Ivan Scherdien soma-se à luta dos gestores da região por soluções. Acompanhado de uma comitiva de Turuçu, ele participou no início do mês de uma manifestação pelo não fechamento da Santa Casa de Rio Grande que é referência para a região em várias especialidades, como a Traumatologia, uma das mais importantes. “Estamos sensíveis a esta situação e nos somamos a esta luta. A Santa Casa é importante não só para Rio Grande, mas para toda a região, inclusive Turuçu”, diz Scherdien.
Na semana passada, a comitiva dos prefeitos da região esteve em Porto Alegre também buscando soluções. O assunto conquistou o apoio da maioria dos deputados e do presidente da Casa Legislativa, Edson Brum, o que possibilitou novas agendas com o governador do Estado, José Ivo Sartori, e com o secretário chefe da Casa Civil, Marcio Biolchi, para encaminhamentos de documentação e discussão da pauta. Conduzida pelo deputado estadual Zé Nunes, a comitiva manteve as demais audiências previstas com o procurador de Justiça em exercício, Paulo Emílio Barbasan e com coordenadores do Tribunal de Contas e com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, José Aquino Flores. A Azonasul ainda protocolou um manifesto junto a maioria dos órgãos estaduais reiterando a unanimidade das preocupações e incertezas com os constantes atrasos de recurso para a manutenção de hospitais de pequeno e médio porte, bem como para os programas de atendimentos à saúde pública.
A preocupação é grande e crescente com a falta dos repasses. No caso de Turuçu, a dívida de R$ 534 mil é referente ao Pronto Atendimento e programa das UBSs. “Estamos utilizando uma reserva financeira para manter os serviços funcionando, até então, sem qualquer impacto, mas não podemos sustentar esta situação por muito tempo”, lamenta o prefeito. Scherdien destaca também a preocupação com a situação regional, já que a comunidade de Turuçu, que conta com duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e uma Policlínica 24 horas, recebe também atendimentos de alta complexidade e algumas especialidades nos hospitais vizinhos.
Redator: Assessoria de Imprensa
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