Quinta, 25 de junho de 2026, 10:39h
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Presidente diz que não quer sugar os recursos do município e pretende construir a sede própria da Câmara para acabar com gastos de aluguel
Passado um início de ano turbulento, o legislativo tem momento de entendimento entre os partidos e uma forte busca para reduzir gastos
O ano de 2016 começou tenso no legislativo lourenciano, com duas eleições presidenciais, turbulências entre situação e oposições, e até entre os próprios partidos de oposição, além de mudanças de sigla. Mas o momento agora é de diálogo e entendimento dentre os 11 vereadores. “Estou há dois meses na presidência e nos mantemos na proposta inicial de entendimento e estamos conseguindo trabalhar desta forma, buscando o real interesse da comunidade. As picuinhas e os interesses próprios ficaram de lado”, garante o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Paulinho Pereira (PSDB).
A Câmara tem hoje bancadas de seis partidos, e ainda assim, o momento parece mesmo de entendimento, como destaca o presidente. E o cenário atual, de crise financeira, reflete também na economia da Casa. Com orçamento de R$ 4,4 milhões para o ano, a Câmara não buscou todo este recurso. Pereira explica que o valor ficou com a Prefeitura e, a cada mês, a Casa Legislativa solicita uma parte. “Não queremos sugar o município, estamos buscando apenas aquilo que precisamos, assim, a Prefeitura pode trabalhar com estes recursos. Poderíamos ter pego tudo para devolver a sobra no fim do ano, como já aconteceu anteriormente”, explica o presidente. Atualmente, os gastos do legislativo giram em torno de R$ 270 mil ao mês.
Pereira tem planos de dar andamento ao projeto de construção de uma sede própria, o que acabaria com o gasto mensal de R$ 10 mil com aluguel desde 1999. A Câmara já possuiu um terreno, na esquina das ruas Júlio de Castilhos com Candoca Ferreira, adquirido em 2011. “Nós vamos trabalhar para isso”, diz o presidente.
Mas, primeiro, ele precisa de uma vitória judicial. Acontece que Pereira assumiu o mandato no início deste ano, após a morte do vereador Lourenço Crespo, que presidia a Casa. Ao assumir, ele se candidatou e foi eleito presidente. Em duas semanas, o judiciário tomará uma decisão, já que ele foi eleito suplente de vereador pelo PSB, mudou para o PSDB e seu antigo partido está buscando o direito à vaga. “A Justiça entendeu que eu deveria assumir, mas o PSB entrou com recurso requerendo a vaga, alegando infidelidade partidária. A decisão agora é do juiz”, explica, destacando que não se trata de uma ação de cassação de mandato e sim um entendimento sobre com quem fica o cargo. Confiante de que permanecerá no comando do legislativo, ele prepara o projeto para a construção da sede própria.
Outra ação do presidente é a implantação de um elevador para que pessoas com deficiência tenham acesso ao plenário. Móvel e retrátil, o equipamento será instalado no lance de escada que dá acesso ao elevador do atual prédio. A licitação deve ser aberta nos próximos dias.
O ano é também eleitoral e, por isso, com restrições ao trabalho dos políticos. Mas Paulinho Pereira diz ter certeza de que isso não afetará o trabalho. “A única mudança é que ficaremos três meses sem transmissões das sessões pela rádio, além de alguns vetos da Casa. Limita bastante, mas o trabalho precisa continuar”.
Redator: Tradição Regional
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