Quinta, 25 de junho de 2026, 09:04h
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Prefeito de Capão do Leão, Cláudio Vitória, aposta em dias melhores para superar, sobretudo, as mazelas deixadas pelas chuvas no Estado
O prefeito Cláudio Vitória (PDT) mora há 33 anos em Capão do Leão e pôde acompanhar de perto o processo de emancipação, ocorrido no dia 3 de maio de 1982, de uma cidade que abriga em seu território cinco bairros, três distritos e a segunda maior serra de granito do mundo. “Estamos próximos à Pelotas e ao Porto de Rio Grande. Diante disso, procuramos, de todas as formas, fazer com que o município se desenvolva. Temos alguns problemas, mas já tivemos muitos avanços”.
Vitória destaca o Pronto Atendimento municipal e a aquisição de nove ônibus, que circulam entre zona urbana e rural - beneficiando o transporte escolar -, como alguns dos grandes progressos para um município ainda jovem. No entanto, as condições climáticas alteraram as comemorações. “Nesse aniversário, até nos perguntamos por que estamos passando por isso agora. Essas chuvas além do normal, com seis municípios em estado de emergência... Nós também já estamos a ponto de decretar situação de emergência”, adianta o prefeito, que anteriormente à entrevista para o Jornal Tradição Regional comandava uma reunião, realizada no Sindicato Rural do município, para articular os trâmites do decreto.
Devido às chuvas constantes na segunda quinzena de abril, as perdas nas lavouras de soja chegaram a 50% em Capão do Leão, além dos prejuízos nas produções de arroz, leite e milho. “O Rio Grande do Sul vem perdendo cada vez mais a sua produtividade. Estamos fazendo o possível para resolver tudo, juntamente com o Sindicato e a Emater. Em um momento em que deveríamos estar comemorando, estamos enfrentando esses problemas”, lamenta.
Com as quebras nas colheitas, há perdas de arrecadação e de investimento, além dos produtores rurais serem afetados em cheio. Segundo Vitória, a situação é crítica, se levado em conta o caráter de “celeiro nacional” do RS. A Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), por sua vez, é a principal instituição em tratativa com o governo do Estado para que algumas medidas emergenciais sejam tomadas. A principal delas seria a liberação de recursos para a compra de maquinários, a fim de resolver o problema das más condições das estradas. Mas Vitória não vê a resolução dos problemas como algo próximo. “Como são vários municípios nessa situação e o Estado do jeito que se encontra, francamente, não acredito que todos possam ser ajudados. Teremos também de contar com a ajuda da União”.
Ele ressalta ainda a preocupação constante que cerca os administradores municipais no que se refere à baixa arrecadação do Estado, o que coloca em risco a boa manutenção das folhas de pagamento de servidores. A crise econômica e política generalizada também afeta as pequenas cidades. “Quem é gestor, preocupa-se com a sua comunidade. Em âmbito nacional, lamentamos que toda a estrutura política esteja comprometida”.
Famosa pela atração de grandes empresas, a cidade abriga o Leão Mega Park, um dos maiores parques da região, que em breve será inaugurado. “A satisfação começa por termos atraído esse investimento, trazendo renda e emprego. Porém, temos oito grandes empresas paradas dentro de Capão do Leão, que estariam gerando cerca de 2 mil empregos diretos, mas precisam esperar recursos para retomar os projetos”, explica.
O prefeito, apesar dos contratempos, aposta na potencialidade comercial da cidade para projetar novos rumos. “O município é considerado um dos melhores do Estado em termos de arrecadação. Temos algumas dificuldades, mas ainda existe esperança, inclusive por parte de empresários que querem investir por aqui, e nós acreditamos em dias melhores”.
Redator: Tradição Regional
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