S�bado, 11 de julho de 2026, 08:01h
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No último dia em Hannover (ALE), a presidente Dilma voltou a falar em proteção de mercados para evitar risco de desindustrialização da economia brasileira.
Foi uma resposta tardia à provocação da chanceler Angela Merkel, que questionou medidas protecionistas unilaterais.
As manifestações fazem parte de guerra cambial, que ganha corpo com a liberação de recursos da União Europeia para irrigar o sistema financeiro local. Boa parte desse dinheiro pode parar nos mercados emergentes, já que os investidores vão em busca de juros mais atraentes. Chamado de “tsunami de dólares” pela presidente Dilma, o fenômeno pode provocar a desvalorização do dólar e o prejuízo às exportações brasileiras. Hoje, no entanto, Merkel e Dilma falaram em cooperação para encontrar uma saída a esse impasse.
"Não queremos que esse grande volume de liquidez represente instabilidade. Não queremos isso. Vamos debater o assunto no G-20", desconversou a chanceler.
Hoje pela manhã Dilma e Merkel visitaram a CeBIT, maior feira de tecnologia do mundo. Elas percorreram os estandes, conversando com os expositores. Pelos corredores da feira, manifestantes com cartazes pediam o fim da energia nuclear e o projeto de Angra 3.
Durante a rápida conversa com a imprensa, Dilma fez questão de afirmar que apenas 2% da energia brasileira é nuclear e que os investimentos do país estão voltados para a energia renovável. A presidente convidou Merkel para participar do G-20. A chanceler disse que precisava dar uma olhada na agenda.
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