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23-03-2012

Diretório do PP escolhe Papança para concorrer à prefeitura de Canguçu


Foto: Diego Vilela Andrio (E) promete apoiar Papança (D) na campanha eleitoral

O vereador Joaquim Paulo Nunes, o Papança, foi escolhido candidato a prefeito pelo Partido Progressista (PP), no dia 17 deste mês. Por 30 votos a 14, ele venceu o secretário de Educação e Esportes, Andrio Aguiar. A votação do diretório municipal do PP ainda registrou um voto nulo.


Filho do ex-prefeito Queca Nunes, Papança, 53 anos, tem como padrinho na política outro ex-chefe do Executivo: Odilon Meskó, que acompanhou de perto toda a movimentação de filiados e membros do diretório. Quem também esteve presente foi o secretário de Turismo, Indústria e Comércio, Nilson Nornberg (PTB). Nesta semana, no entanto, durante sessão da Câmara, o vereador petebista Wendel Vilela revelou o desejo de apoiar a candidatura de Gerson Nunes (PT) à Prefeitura.



A diferença de votos entre os dois pré-candidatos – mais que o dobro – causou surpresa em muitas pessoas que acompanhavam a votação. O motivo: Andrio Aguiar tinha apoio incondicional do prefeito Cássio Mota e da vice, Mariza Eslabão, que durante 30 dias fizeram campanha interna para eleger o secretário de Educação.


Da desistência da política à candidatura a prefeito


Papança iniciou a militar pelo PP em 1976, quando o pai Queca Nunes estava doente e, ainda assim, decidiu concorrer a prefeito. A família foi contra, temia pelo desgaste de sua saúde pelo agito da vida pública. Ele insistiu e venceu as eleições naquele ano. “Ele melhorou de saúde enquanto foi prefeito. Aquilo [a vitória nas urnas] parece ter sido um remédio para ele”, conta Papança.


Os quatro anos se passaram e, em 1980, veio a derrota para o PMDB – cuja rivalidade entre os partidos era ainda mais acirrada. “Enquanto o PMDB fazia carreata para comemorar, o pai saiu na sacada de casa e teve o nome gritado pelas pessoas, mesmo com a derrota”, orgulha-se.


Eleito vereador em 1982 e 2000, Papança assumiu a vaga na Câmara em julho do ano passado, em um momento triste para a política: a morte do vereador José Fernando Mota por mal súbito.


No mesmo mês, Papança garantiu que deixaria a política no final de 2012. José Fernando era apontado pelos progressistas como o candidato ideal à sucessão de Cássio Mota. Mas o destino e a herança política fizeram com que o funcionário da Caixa Econômica Federal há 28 anos amadurecesse a ideia de assumir o cargo que um dia foi de seu pai.


A escolha do vice


Embora a tradição do PP defina que o candidato a prefeito tem direito de escolher seu vice, Joaquim Paulo pretende ouvir o partido. Ele admite, inclusive, que seu companheiro de chapa pode vir de outra sigla, dependendo do acordo com partidos aliados. Dentro do partido, o nome de Rogério Marten Machado é favorito para ocupar a vaga.


“Enquanto éramos pré-candidatos, antes da pesquisa, eu e o Rogério conversamos. Ele disse que aceitaria ser meu vice. E eu disse a mesma coisa, que caso ele fosse o escolhido, aceitaria a condição de vice. Mas não temos um acerto, apenas uma disponibilidade”.


O futuro do PTB


O PTB pode ser o partido que indicará o vice-candidato a prefeito ao PP. Comenta-se até que o ex-vereador Xico Vilela poderia voltar ao cenário político, neste caso. O secretário de Turismo, Indústria e Comércio, Nilson Nornberg, que mantém ótima relação com o prefeito Cássio Mota, também pode ser indicado. Já o vereador Wendel Vilela, filho de Xico, pensa de forma diferente e já manifestou publicamente vontade de coligar-se com o PT e apoiar a candidatura de Gerson Nunes a prefeito.


Com os acordos já anunciados por outros partidos, o PP não vê opções de coligação de peso, com exceção do PTB, que ocupa uma cadeira na Câmara de Vereadores. A oposição formou um bloco com PMDB, PSDB, PDT, PSB e PRB. O PT terá candidatura própria. O DEM, de pouca representatividade em Canguçu, seguirá aliado aos progressistas.


A carreira política de Papança


1983 a 1988 – Eleito vereador


1989 a 1992 – 1º suplente


1997 a 2000 – 1º suplente


2001 a 2004 – Eleito vereador


2005 a 2008 – Reeleito vereador


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