Domingo, 21 de junho de 2026, 22:03h
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Quem é Luís Henrique Pereira da Silva?
Reeleito com 5.919 votos, 45,14% dos votos válidos, pelo Partido Progressista (PP), Luís Henrique Pereira da Silva, de 50 anos, começou sua trajetória como líder comunitário, quando presidiu a Associação do Bairro Vidal por duas gestões. Foi conselheiro tutelar por duas gestões, vereador em Arroio Grande por dois mandatos e agora prefeito, no segundo mandato. Casado com Eliane Antunes da Silva, é pai de Henryane, de 21 anos, e Henryã Antunes, 17. Natural de Arroio Grande, é formado no curso técnico em Contabilidade, de nível médio.
Antes de falar sobre os seus planos, o prefeito fez questão de esclarecer fatos sobre os processos que teve de enfrentar durante a eleição, todos movidos por uma aliança partidária concorrente, segundo ele, com o intuito de tentar desestabilizar sua eleição. “Tínhamos um terceiro concorrente que não moveu um processo sequer contra nós”. Ao todo, foram dez processos durante o pleito, entre eles, por compra de votos com cestas básicas e materiais de construção, e na maioria foi obtida a absolvição e os processos foram arquivados. Apenas um, por tráfico de influência, ainda aguarda julgamento, em que a principal prova é uma gravação em que configuraria, supostamente, a promessa do então candidato a prefeito de vantagens a um candidato a vereador, através de recursos do Fundo Municipal de Cultura. Segundo o prefeito, a gravação teria sido forjada e não configuraria a sua participação na suposta compra. No entanto, foi condenado, em primeira instância, sem que suas alegações fossem aceitas. “Recorri e obtive o efeito suspensivo para diplomação e posse”. A expectativa é de que o processo seja julgado até o mês de março.
Segundo ele, o fato aumentou sua popularidade entre a comunidade, que confia no seu trabalho. “Ao contrário da maioria dos políticos que são acusados de enriquecimento ilícito, eu estou sendo acusado de ter dado alguma coisa a alguém que eu não dei”, disse. Ele ressalta ainda que toda sua campanha foi feita em cima da honestidade e transparência e seus opositores conseguiram sujar a sua ficha.
Em relação à situação do município, o prefeito diz que, assim como na maioria dos municípios do Estado e do país, sua administração teve muitas dificuldades para fechar as contas no final de 2016. A solução foi implantar medidas de economia a partir do mês de setembro, com a redução no número de funcionários contratados de uma empresa de zeladoria de 101 para 14; demissão de 52 Cargos em Comissão (CCs), redução de cinco secretários municipais; não pagamento de 13º salário e férias ao prefeito e vice (o projeto de lei tirando o 13º salário dos secretários municipais foi negado pela Câmara). Além disso, os salários do pessoal do primeiro escalão nunca sofreram aumento nestes quatros anos, afirma.
O prefeito relata que os recursos da repatriação ajudaram muito no fechamento das contas, nas quais ficou a descoberto em torno de R$ 859 mil. Entre os motivos que geraram o déficit ele atribui à queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), queda na arrecadação devido à frustração nas safras de soja e arroz, entre outros.
Hoje, a Prefeitura possui 580 funcionários, o que compromete em torno de 47% da receita com a folha e está abaixo do limite estipulado por lei, afirma. Em 1º de janeiro, ele negociou com o Sindicato dos Servidores um abono de R$ 125 aos cargos com salários que estavam abaixo do mínimo estipulado por lei. “Com isso, em 2018, este valor será incorporado aos salários e praticamente regulariza a situação dos funcionários que recebiam quase R$ 200 abaixo do mínimo”, salienta. Ele esclarece que este aumento não abrange prefeito, vice e demais funcionários do primeiro e segundo escalão.
Silva ressalta que os arroio-grandenses não vivem numa cidade das maravilhas, muito foi feito, mas ainda há muito a ser melhorado. “Acho importante frisar que no último governo 2013/2016, 95% das obras planejadas foram entregues, com exceção da Unidade Básica de Saúde Promorar e parte do calçamento”.
Neste mandato, uma das frentes que deve ser priorizada é a melhoria das estradas. O prefeito lamenta que o governo federal não tenha repassado recursos para as estradas nos últimos anos, no entanto, mesmo em meio à crise, o governo do Estado chegou a repassar R$ 80 mil para este fim. “Temos que fazer uma cobrança forte através da Azonasul junto ao governo federal sobre esta falta de repasse”. Ele conta que o município possui pouco mais de mil quilômetros de estradas e, para dar uma atenção especial a este setor, foi criado o Fundo Municipal de Recuperação de Estradas Rurais, tirando a responsabilidade da Subsecretaria da Agricultura e passando para a Subsecretaria de Estradas Rurais, que se encarregará da recuperação completa, com pontilhões, bueiros e o que for preciso. Ele destaca a grande parceria dos produtores junto à Prefeitura para a recuperação das vias, pontes e pontilhões.
Outro grande problema do município é a destinação do lixo, que conta com uma Cooperativa de Reciclagem e recebe repasse de R$ 35 mil da Prefeitura para se manter funcionando. No entanto, funcionou muito bem no seu início, inclusive com premiações internacionais, e com o tempo foi perdendo o foco. “Precisamos sentar com os gestores e reformular a Cooperativa, pois não estamos satisfeitos com os resultados”. Segundo ele, a ideia é estabelecer metas de reciclagem e consequente repasse até atingir o valor de R$ 35 mil.
Entre as inovações implantadas pela administração na área da assistência social ele cita o Cartão Cidadão, uma espécie de bolsa família municipal, em que são destinados um total de R$ 40 mil às famílias previamente selecionadas, num valor unitário de R$ 50 para a compra de alimentos e gêneros de primeira necessidade. “O cartão substitui as antigas cestas básicas, que precisam ser licitadas e compradas fora do município. Com o Cartão, o dinheiro gira no comércio local”.
Silva ainda relatou melhorias nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura, que terão continuidade em seu governo, sempre na busca de melhorar ainda mais o atendimento à população.
Confira algumas das prioridades do prefeito:
Saúde:
- Atenção às Unidades Básicas de Saúde (UBS);
- Ampliar a Estratégia de Saúde da Família (ESF) com agentes comunitários de saúde;
- Aquisição de ambulância;
Educação:
- Implantação do Método Positivo nas escolas municipais;
- Reformas e melhorias em escolas e creche;
Segurança:
- Instalação de câmeras de monitoramento nas principais vias da cidade;
Infraestrutura:
- Dar continuação às obras de asfaltamento e calçamento das ruas da cidade com recursos do Badesul e emendas parlamentares.
Redator: Tradição Regional
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