Sexta, 19 de junho de 2026, 09:17h
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Vereadores apostam no trabalho de fiscalizar as ações que giram em prol da comunidade
No dia 21, os vereadores Cabo Adão (PSDB), Renato Rodrigues (PSDB) e Gilson Rodrigues (PT), após inúmeras conversas sobre as investigações em relação às irregularidades entre a empresa Mapim Médicos Associados Ltda e o boato de possível desvio de recursos públicos destinados pelo Ministério da Saúde ao município de Pinheiro Machado, optaram por dar prosseguimento ao processo de investigação do caso.
Segundo os parlamentares, a repercussão da investigação da Polícia Federal em relação aos serviços prestados pela empresa médica, e aos anseios da comunidade que questiona os legisladores diariamente sobre a veracidade dos fatos e das possíveis sanções, são os principais motivos da decisão dos legisladores.
Em plenário, ambos pronunciaram-se sobre o fato justificando que estão fazendo seu trabalho de fiscalizar as ações que giram em prol da comunidade, e destacaram que não admitirão que a comunidade seja a atingida de forma corrupta, pois o dinheiro de recursos públicos são 100% destinados para serviços em prol da população. "Fomos eleitos para trabalhar para a comunidade e buscar recursos, mas principalmente para fiscalizar todas as ações que envolvem a sociedade pois somos servidores dela.", disseram os três proponentes da investigação em mesmo tom.
Responsável por empresa que será investigada faz declaração
A sócia responsável pela empresa Mapim Médicos Associados Ltda, Marcia Martins Costa, recentemente vinculou nos portais de notícia da cidade, um desabado em relação a Comissão Parlamentar de Inquérito que foi instalada nas últimas semanas pela Câmara Municipal de Vereadores. Confira na íntegra:
“Escolhi este título ao meu texto, por entender que os vereadores que encabeçam a abertura desta CPI, por suposto desvio de recurso nos contratos da empresa MAPIM com o Município de Pinheiro Machado, não estão buscando esclarecimentos e sim aparecer nas redes sociais e imprensa. Pergunto aos nobres vereadores se, em algum momento eles solicitaram ao município algum esclarecimento sobre tais contratos e não foram atendidos? Se em algum momento eles pediram quaisquer documentos à empresa Mapim e não foram atendidos? Se vocês tem um só fato concreto para desconfiar e acusar a empresa? Eu respondo, não pediram e não tem. Quem busca a verdade, e não as manchetes começam agindo com seriedade e imparcialidade sem emitir pareceres como muitos vêm fazendo. Ajam com seriedade e respeito, pois só assim darão, de forma clara, as respostas que tanto a sociedade clama. Quero dizer à população que estou muito tranquila quanto a esta CPI e até feliz, pois assim espero que me deixem trabalhar em paz, assim como a investigação que tramita na Polícia Federal. Investigação esta baseada em falsas denúncias e mentiras, proferidas por pessoas sem escrúpulos e caráter. Mas estas pessoas se esqueceram de um detalhe: quem acusa sem prova, vira acusado. E, no momento certo, serão julgadas pela lei dos homens. Mas a justiça a qual tenho certeza que elas não escapam, é a lei de Deus e a lei do retorno à qual acredito. As empresas que represento não tem nenhum contrato que não tenha passado por licitação. E em todas as licitações ganhamos por ter o menor valor. Sempre tivemos concorrência e em apenas um contrato não houve outros participantes, mas mesmo assim apresentamos um valor menor que o proposto pelo município. Desafio acharem um único contrato que tenha causado prejuízo aos cofres públicos ou superfaturamento e digo mais, se acharem um só centavo desviado pelas empresas a qual represento, peço rescisão de todos os contratos. Não consigo entender porque meus contratos incomodam tanta gente. Nunca o município recebeu nenhum apontamento pelo tribunal de contas dos nossos contratos. Será inveja? Já tentaram implantar empresas de fundo de quintal para participar de licitações. Já contrataram com empresas que não poderiam prestar serviços de saúde. Já anularam licitação que ganhei. Passam falando o que desconhecem pelas esquinas e isso não é de hoje, foi desde sempre. Passam fuçando meus contratos há anos e nunca tiveram um só fato para me denunciar. Não pactuo com corrupção e muito menos com corruptos. Cuido e luto pelos interesses das empresas com honestidade e dignidade sem pedir favor a quem quer que seja. Acho que aqueles que querem acabar com meus contratos devem estudar bem as empresas que estão buscando, para não causar mais um prejuízo aos cofres públicos. Pois a mim todos conhecem e sabem onde me encontrar, já com empresas de fora a coisa é bem diferente. Acho justa a concorrência limpa e honesta e sempre respeitei a todas as empresas que concorreram comigo, mas as falcatruas irei sempre combater. Causa-me surpresa a Câmara de Vereadores nunca ter aberto CPI para investigar o contrato realizado no governo de Luiz Fernando em 2010 com a Policlínica Jovelina de Moraes a qual gerou uma dívida de cerca de 800 mil reais aos cofres públicos. Algum dia investigaram se, nos dias que a policlínica deixou o plantão descoberto, sem médico no plantão 24hs, o serviço foi cobrado normalmente ou não? De quanto era os salários dos servidores e quanto era repassado pelo município? Quanto sobrava para a administração da policlínica mensalmente? Que tipo de contrato era realizado com os prestadores? E tantos outros fatos. Mas esta casa simplesmente se calou. Está certa, essa empresa não daria mais ibope, já que o Luiz Fernando está morto politicamente e, ainda, outros parceiros poderiam vir a responder. Vejam bem que, quando fui secretária de saúde, e fizemos um contrato com a Policlínica, que gerou uma grande economia ao Município, este contrato foi alvo de grandes comentários e investigações. Só que a única diferença é que não deixamos nenhum rombo aos cofres do município e sempre tive a cara limpa de ir a esta casa e prestar os esclarecimentos necessários à população. Falei com tantos vereadores sobre esse assunto e simplesmente me justificaram que o que o município repassava não era suficiente. Mas e a prestação de contas? Essa prestação de contas à sociedade nunca teve acesso, nem mesmo o próprio município que contratava o serviço. Só em nível de esclarecimento: em 2012, quando ganhei a licitação do pronto atendimento e da atenção básica, em uma de minhas propostas, a diferença a menor foi de quase 50 mil do proposto pela Policlínica. Causa-me surpresa porque esta casa nunca abriu CPI para investigar o Fundo de Aposentadoria que hoje está falido. Causa-me surpresa a Câmara nunca ter investigado outras empresas que prestam serviços na saúde, que foram apontadas pelo tribunal de contas, por irregularidades em seus contratados. Só não venham me dizer que não eram sabedores, pois tenho as provas que receberam denúncia e se calaram. Mas na política, tudo tem uma segunda intenção. É como diz aquele velho ditado: não se joga pedra em árvores que não dá frutos. Se os nobres vereadores querem demonstrar imparcialidade, e prezam pela transparência e justiça, porque não abriram CPI de todas as empresas que prestam serviços a saúde? Lanço um desafio: investiguem todos os contratos e veremos quem tem irregularidades”, desabafou.
Redator: Tradição Regional
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