Ter�a, 16 de junho de 2026, 04:53h
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Em meio às comemorações ao Dia do Colono e Dia do Motorista, realizada no último domingo (22), na Coxilha do Barão, em São Lourenço do Sul, o deputado estadual Zé Nunes (PT) esteve presente e falou sobre a formação do município e os reflexos que a cidade tem na Região Sul, fruto do trabalho exercido pelo agricultor.
Com a dedicação de muitos nas práticas agrícolas, que passaram a vida no campo para as produções, ocorreram avanços significativos nos últimos anos, como a inserção de equipamentos modernos, que auxiliam nas propriedades. Para o deputado, a maior homenagem que se pode fazer aos agricultores é a dedicação do trabalho e ações no meio político, no sentido de preservar as conquistas, sendo uma delas a da Previdência Social, que possui papel importante, também como elemento para garantir a dignidade após a aposentadoria e a sucessão rural, que está sob ameaça.
“Não queremos só a agricultura familiar com um olhar social, muito pelo contrário, queremos uma agricultura familiar com um olhar da produção e da sua importância no projeto de desenvolvimento do país”, afirmou o parlamentar.
De acordo com Nunes, é importante a defesa de não ocorrer retrocessos no crédito rural, como, por exemplo, no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), Programa Mais Alimentos e outros que estruturam a atividade.
Além disso, segundo o deputado, a cadeia produtiva do leite vem sofrendo uma crise, principalmente para as pequenas cooperativas, indústrias e produtores. “Nosso medo é que o nosso produtor tenha que vender leite a menos de R$ 1 por litro no período da safra”, comentou. A causa é a importação do leite em pó, sendo o Rio Grande do Sul o maior Estado importador. “São preocupações que temos, lutas e trabalhos que precisamos para essa atividade pujante e para fazer com que os jovens do meio rural escolham continuar nessa atividade”, ressaltou, além de lembrar que em São Lourenço do Sul 60% do Produto Interno Bruto (PIB) ainda vem da atividade primária, especialmente da agricultura familiar.
O Estado possui mais de 100 mil produtores de leite que produzem para o mercado, sendo, hoje, mais de 9% do PIB relacionado a esta prática. O Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e Fundoleite estão praticamente paralisados, fatos que o deputado analisa como prejudiciais por não conseguir refletir sobre a política. Países que recebem incentivos de produção, como a Nova Zelândia, repassam para o Uruguai na triangulação do produto, que, por sua vez, repassam para o Brasil, pois não há cota da entrada do leite vindo do Uruguai.
Além de cair a geração de empregos, o deputado ressaltou um decreto estabelecido em 2016, no qual o governo estadual teve a intenção de incentivar a importação, atrapalhando a pequena e média produção, já que empresas que compram diretamente do produtor e transformam os derivados pagam 12% de imposto, enquanto se fosse importado o produto pagariam 4%, favorecendo três empresas do Estado.
Redator: Tradição Regional
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