Domingo, 14 de junho de 2026, 03:18h
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Lançado em agosto deste ano, o Pacto Pelotas Pela Paz é uma iniciativa executada de maneira integrada com a polícia, poderes legislativo e Judiciário, instituições educacionais e órgãos públicos, que visa à redução da criminalidade no município, com a ideia de que somente o policiamento não é o suficiente, e sim o apoio conjunto de todos que compõem a sociedade.
Assim, foram criadas estratégias além do policiamento, envolvendo setores como a educação, saúde e assistência social para que haja a redução de crimes, além da oferta de novas possibilidades para aqueles que já cumpriram penas.
Com isso, na última terça-feira (14), o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M) apresentou à imprensa dados relativos aos primeiros três meses - de agosto a outubro - de aplicação do Pacto. Este é o segundo levantamento elaborado pelo Observatório de Segurança Pública de Pelotas, no qual há apontamentos de que os índices de violência sofreram reduções.
Entre os principais pontos do Pacto, estão os índices de homicídio. De acordo com Aldo Ferreira, conhecido como tenente Bruno, responsável pela Secretaria Municipal de Justiça Social e Segurança, em comparativo ao ano de 2016, no mesmo período, houve um crescimento de 50% no mês de setembro de 2017, chegando a 12 crimes. Para ele, o trabalho intenso do projeto fez com que ocorresse a diminuição para seis homicídios no mês de outubro de 2017, sendo o menor índice registrado até o momento.
Ainda conforme o secretário, as estratégias aplicadas para a diminuição de roubo a pedestre, como ações em locais específicos da cidade, resultaram na redução de 33% no comparativo entre 2016 e 2017, sendo que de agosto a outubro ocorreu 47%.
O roubo de veículos também no período de ações do Pacto reduziu 15%, e em relação ao ano anterior foi de 26,09%. Já quanto ao roubo a estabelecimento comercial e financeiro, ocorreu a queda de 62,33% até o mês de outubro e 75,61% comparado ao ano passado. O roubo a transporte público sofreu a diminuição de 13%, e relacionado a 2016, 21%. No comparativo entre o período de 2016 e 2017, ocorreu a redução de 37% de roubos a residência. Já o furto a residência sofreu uma queda de 53% e a redução de 70% comparada ao ano passado.
Também foi registrado o aumento de 11,3% em armas de fogo apreendidas no comparativo entre os dois anos. “Isso é fruto de todas as ações integradas, da Operação Avante da Brigada Militar, da Polícia Civil, na busca e apreensão, e o Poder Judiciário, que tem sido um grande parceiro”, afirmou Bruno, que ainda acrescentou: “O trabalho precisa ser mantido, graças a essa união do GGI-M e da sociedade civil”.
Na ocasião, também foram apresentados dados e estatísticas de vítimas fatais de acidentes no trânsito de Pelotas, elaborados anualmente pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS). Na cidade, há um número alto de vítimas fatais e, em 2017, ocorreu uma redução expressiva de 65%, se comparado ao ano anterior, totalizando 15 vítimas. Estratégias como os radares de velocidade para monitoramento e o aumento de blitz são levadas em consideração, refletidas nos números apresentados.
Outro momento foi o de apresentação dos números relacionados ao eixo de prevenção social, no qual a prefeita Paula Mascarenhas relatou as ações. “Tem muita coisa acontecendo que não é visível, que tem um impacto extraordinário e, sobretudo, prepara para o futuro”, ressaltou.
No projeto social “Cada Jovem Conta”, que envolve as escolas e alunos que podem estar em risco, a criança e o adolescente são incentivados a participarem de oficinas, ações que envolvem artes e oportunidades de emprego com o Jovem Aprendiz, oportunizando outras vivências e possibilidades. “Já são 88 jovens encaminhados para oficinas de hip-hop, dança, teatro e fotografia e outros 37 encaminhados para vagas do projeto Jovem Aprendiz”, comentou Paula.
Outro trabalho que está sendo desenvolvido é no Presídio Regional de Pelotas, onde os apenados, além da mão de obra prisional, irão trabalhar no local construindo tubos de concreto, que são usados nas obras do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) e da Secretaria Municipal de Obras.
Segundo a chefe do executivo, há o investimento em uma horta, que será cuidada pelos apenados e os hortifrutigranjeiros serão encaminhados para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. “Nosso desafio permanente é o de montar uma linha descendente. Nos primeiros três meses ela vem descendo, mas sabemos que dificilmente não acontecerá algum percalço. O importante é salientar que existe uma disposição comum de todas as instituições para o bem comum”, finalizou a prefeita.
Redator: Tradição Regional
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