S�bado, 13 de junho de 2026, 06:51h
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"Enxugar a máquina é um problema que vivem todos os entes públicos em todas as esferas", afirma o prefeito José Antônio Duarte da Rosa
A situação dos funcionários públicos municipais de Pinheiro Machado, incluindo os de carreira, cargos de confiança e contratados, é classificada como crítica por Glades Freitas, que está na Prefeitura há 22 anos e criou um grupo nas redes sociais para os manifestos e cobranças dos colegas ao prefeito José Antônio Duarte da Rosa.
Salários parcelados estão sendo pagos normalmente no dia 20 do mês seguinte ao vencimento, além de nenhuma parcela do 13º salário ter sido paga e, para piorar, segundo Glades, dez meses de vale-refeição atrasados, no valor de R$ 180 por mês.
Exaustos das necessidades que estão passando, os funcionários resolveram reagir de uma forma mais contundente: ao amanhecer do dia 2 de janeiro, próxima terça-feira, às 6h30, concursados farão um manifesto na praça Angelino Goulart, próximo da Prefeitura, para tentar sensibilizar o prefeito e reverter a situação.
“Precisamos que a categoria se una comparecendo à manifestação. Outro apelo que fazemos é que nenhum vereador compareça ao ato, pois, em nossa opinião, não fazem absolutamente nada pela população e depois usam nossa mobilização para fazer nome”, critica.
O prefeito se manifestou sobre a atitude do funcionalismo. “Isso é positivo para nós porque mostra que eles estão preocupados com a situação que vivemos e querem que tomemos medidas que solucionem a situação. Ela é oportuna e importante para nós, pois é a opinião pública que vai nos auxiliar a tomar as medidas que precisamos tomar”, avaliou o gestor.
Rosa explicou que tais medidas se dão, principalmente, por conta do enxugamento da máquina pública, mas assegurou que demitir Cargos em Comissão (CCs) está descartado porque, segundo ele, isso já foi feito quando assumiu, ou seja, admitiu o mínimo de pessoas nessa condição, já que poderia ter 46 e possui 23 pessoas como CCs.
Para o prefeito, a situação está complicada em vários seguimentos do executivo, exemplificando com a área da educação que, em sua visão, é uma pasta que possui uma estrutura muito grande para atender um número de alunos que a cada ano reduz significativamente, e também parte da Secretaria de Saúde que será certamente atingida. “São nove escolas custeadas pelo município que atendem, no máximo, 50% dos alunos que atendia há 15 anos. Temos que diminuir essa estrutura, assim vamos reduzir os contratados de forma drástica, afinal, não contribuem para o fundo dos municipários e ao final de todos eles temos que pagar indenizações. Em outras áreas há a necessidade de alguns cortes, enfim, enxugar a máquina é um problema que vivem todos os entes públicos em todas as esferas”, comentou.
Quanto aos salários, o prefeito não quis gerar expectativa se passará a ser pago em dia, atrasos que afirma que já estão acontecendo desde a gestão passada, situação que se arrasta até hoje. Sobre o 13º salário, a perspectiva é tão ruim quanto sobre o atraso. Ele afirmou que sem a chegada de verba federal este direito do trabalhador será parcelado.
Quanto ao vale-refeição, Rosa não concorda que o mesmo está há dez meses em atraso. “Quando eu assumi, estavam há 90 dias sem receber o beneficio. Renegociamos a dívida e voltamos a pagar o que durou três meses e não conseguimos mais honrar. No momento, o benefício se encontra bloqueado pelo Banrisul, mas em nossa conta devemos três meses”, conclui.
Redator: Tradição Regional
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