Sexta, 12 de junho de 2026, 02:31h
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Ao cumprir agenda na Zona Sul durante a última semana, o deputado estadual Catarina Paladini (PSB) passou por eventos sociais, compromissos políticos e realizou visitas a veículos de comunicação, espaços em que expôs temas regionais pelos quais tem trabalhado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). “Nós temos um olhar muito zeloso sobre as pautas regionais, como a questão da Cosulati, que envolve mais 4,5 mil famílias e 47 municípios. Compreendemos que essa é a unidade que deve unificar todos os esforços dos agentes políticos da região, independentemente de partido”, destacou.
Ele aponta a duplicação da BR-116 como uma das vitórias mais recentes e que merece olhares, especialmente de lideranças locais. “As entidades sociais, sindicatos, Aliança Pelotas e Aliança Rio Grande, cumpriram um grande papel junto com os agentes políticos, em garantir mais de R$ 80 milhões pra não parar a obra. Mas o mais importante é, que vencido o ano eleitoral, nós tenhamos uma representação política forte pra poder tratar da 116”, assegura. A representatividade, conforme Catarina, deve abranger não apenas o cargo estadual, mas também a nível federal. “Não é só deputado estadual, mas também temos que olhar para deputados federais. Aqui fica uma inquietação com relação ao número de candidatos ou de partidos que, de novo, me parece que há uma falta de entendimento”, completa.
Segundo ele, é um equívoco não atribuir problemas políticos, econômicos e de segurança, à falta de representação. “Eu não posso pedir para o eleitor, que já está insatisfeito, mas eu posso pedir aos partidos que compreendam isso. Acho que as entidades e partidos podem fazer um olhar mais zeloso e uma redução das candidaturas para que possa oportunizar uma maior representatividade na nossa cidade”, alerta.
O parlamentar ainda apontou a atual situação do polo naval como um grande problema a ser resolvido e antecipou possíveis investimentos na região a partir de outros projetos. “Outra pauta que temos tocado é a questão do polo naval. Tudo que começa mal, termina mal. O projeto criou uma expectativa regional, trouxe mais de 25 mil trabalhadores para a região e, agora, a gente fica buscando responsabilizar e é fácil identificar essa má gestão. Os gestores não compreenderam ainda que não cabe mais buscar o culpado e, sim, mediar solução. Acho que o grande viés de desenvolvimento regional hoje seria a Cosulati e lutar de forma coesa pela questão do gasoduto em Rio Grande”.
Conforme Catarina, o gasoduto representaria um investimento de R$ 3,5 bilhões. “Já esteve na mão da Bolognesi e a disparada do Dólar freou o investimento na região. Mas, agora, um grupo americano tem disposição de fazer e, nós, enquanto agentes políticos, temos que estar provocando os gestores políticos, os candidatos ao governo de Estado, para saber qual a carta de intenções com relação à nossa região”, disse. O projeto representará, segundo o deputado, geração de emprego e oferta de energia 30% mais barata. “Esse projeto fará nós explodirmos nossa região em desenvolvimento. Esse é o carro-chefe e é sobre isso que eu tenho debruçado minhas ações no mandato e quero buscar parceiros pra subsidiar isso”, finaliza.
Redator: Tradição Regional
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