Quinta, 11 de junho de 2026, 22:08h
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Com a adesão da Federação de Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), a proposta para a construção do hospital regional totalmente financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para atender os 22 municípios da Zona Sul do Estado, ganha mais um aliado.
Segundo o presidente da Casa dos Municípios, Salmo Dias, a entidade está “apoiando integralmente a construção do hospital”. Ele também colocou a entidade à disposição para “buscar o apoio da bancada gaúcha em Brasília com emendas que garantam esta obra de fundamental importância para a Zona Sul do Estado”.
No início deste mês, o vereador de Pelotas, Marcus Cunha, (PDT) iniciou um roteiro de viagens pela Região Sul para apresentar o projeto do Hospital Regional da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que recebeu das mãos do reitor da instituição, Pedro Hallal, em setembro de 2017, e com quem se comprometeu a lutar para que saísse do papel.
Já aderiram à mobilização o presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul e secretário de Piratini, Diego Espíndola; o presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul e prefeito de São Lourenço do Sul, Rudinei Harte; o prefeito de Piratini, Vitor Rodrigues; prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer; prefeito de Capão do Leão, Mauro Nolasco; e o prefeito de Tapes, Silvio Rafaeli.
A construção do hospital vai garantir leitos em emergência, oncologia, cirurgia, obstetrícia e pediatria, psiquiatria, UTI adulta, pediátrica e neonatal e internação para dependentes químicos. A obra, que seria de responsabilidade da UFPel, foi paralisada com o congelamento dos recursos para a saúde pelo governo federal, por 20 anos. “Vejo esta obra como única alternativa para a crise da saúde pública em nossa região”, afirma Marcus Cunha.
Em seu segundo mandato, Cunha presidiu durante quatro anos a Comissão de Saúde da Câmara Municipal e viu se deteriorar, dia após dia, a situação enfrentada por pacientes em busca de exames laboratoriais, cirurgias, consultas e, principalmente, internações no Pronto Socorro de Pelotas, único a receber pacientes dos municípios que fazem parte da gestão plena da saúde, coordenada pelo executivo pelotense.
“As pessoas continuam nos corredores do Pronto Socorro, inclusive em macas sem travesseiros, sem cobertas ou privacidade. Enquanto um paciente se alimenta, outro ao lado troca as fraldas”, disse e reafirmou: “A solução definitiva é o hospital regional. Estavam destinados R$ 95 milhões, para o hospital da UFPel, mas hoje, esses valores estão defasados, e os cálculos já chegam a R$200 milhões”.
Com a construção da área física, a UFPel pode contribuir com o corpo técnico, com médicos, enfermeiros e pessoal qualificado para atender à população.
Redator: Assessoria de Imprensa
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