Quinta, 11 de junho de 2026, 16:48h
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Público e autoridades assistiram palestra, debateram e propuseram iniciativas para o enfrentamento da violência
Na noite de quarta-feira (28), a Câmara de Vereadores de São Lourenço do Sul, sob a presidência da vereadora Carmem Rosane Roveré, discutiu através de audiência pública a violência sofrida pelas mulheres, atividade que encerrou a programação para homenagear e marcar a passagem do Dia Internacional da Mulher (8 de março). Com o tema “Enfrentamento às violências contra a mulher”, a audiência proposta pelo vereador Abel Bueno foi uma noite de muita emoção e reflexão, quando o Clube Comercial recebeu grande público entre vereadores, autoridades e a sociedade em geral.
A mesa de abertura foi composta, além da presidente da Câmara e vereador proponente, pelo prefeito Rudinei Härter, a presidente da Procuradoria Especial da Mulher, Márcia Lucas, a promotora de Justiça, Cristiana Chatkin, a juíza Vanessa Silva de Oliveira, o delegado da Polícia Civil, Edson Ramalho, a comandante da 2ª Cia/30ºBPM, capitã Pâmela Tavares e a vereadora do município de Rio Grande, Andréia Westphal.
O principal momento da audiência foi a palestra “Um sorriso a cada luta”, ministrada por Bárbara Penna, ativista e sobrevivente de violência doméstica e o vice-presidente do Instituto Bárbara Penna e membro do “Eles por Elas” da ONU Brasil, Robson Medeiros. Bárbara relembrou as agressões que sofreu do ex-companheiro, que ateou fogo ao corpo dela e ao apartamento onde o casal vivia. Para tentar se salvar, a jovem se jogou da janela do terceiro andar. Os filhos - uma menina de dois anos e um menino de apenas três meses - não conseguiram ser resgatados e morreram por asfixia. Um vizinho, que tentou ajudar, também não resistiu. Após 38 dias na UTI, quatro meses em um quarto e dezenas de cirurgias, Bárbara retomou as rédeas da própria vida. Aos poucos, com o retorno das forças, foi buscando apoio e dando suporte para quem, assim como ela, sofre violência doméstica. Hoje dirige o Instituto Bárbara Penna, que visa dar apoio e evitar que relacionamentos abusivos se perpetuem e cheguem a extremos, como no caso dela. No total, Bárbara já realizou 224 cirurgias e ainda restam mais sete.
O público também teve voz na audiência. Mulheres colocaram experiências próprias sobre a violência doméstica e parabenizaram Bárbara por sua importante luta. A maior cobrança feita pelos vereadores, autoridades e pelo público, foi a criação do Conselho Municipal da Mulher, para que possa trabalhar em conjunto com os diversos órgãos e principalmente nas políticas públicas relacionadas ao tema, além de um Centro de Reabilitação para as vítimas e uma casa de passagem regional.
Redator: Tradição Regional
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