Quinta, 11 de junho de 2026, 15:18h
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No dia 6 de abril, Valdeci Guastucci encerrou sua gestão como presidente da Sociedade Recreio Piratiniense (SRP) quando, durante a posse da nova diretoria e a exposição dos números, mesmo singelos, comemorou estar entregando a Ronaldo Castro, novo gestor, uma entidade com as contas não só em dia, mas com dinheiro em caixa.
Ele lembrou que quando assumiu, em 2014, a SRP estava mergulhada em dívidas, sendo que para apenas um fornecedor devia R$ 40 mil. Essa e outras pendências, inclusive uma judicial, foram colocadas em dia e a estrutura também passou por inúmeras melhorias.
“Na época em que assumi, fui questionado qual era ou quais eram as prioridades. Respondi que, sem dúvida, seria recuperar a credibilidade e o patrimônio do clube que nem mesmo conta em banco possuía mais. Opino que, junto com toda a equipe, conseguimos atingir o almejado, assim os motivos são para comemorar”, disse Guastucci.
Para que as contas estejam em dia, todos os presentes à mesa diretora concordaram que eventos em parceria, os chamados terceirizados, foram e por algum tempo talvez continuem sendo a sustentabilidade da sociedade.
Foi citado, por exemplo, o “Balada Prime”, festa que há três anos usa as dependências da SRP e que em uma das edições rendeu R$ 9 mil.
É positivo, deve e vai continuar, mas para Castro é pouco para solucionar o principal problema na arrecadação: a ausência de sócios.
“Assumimos com a saúde financeira em dia, isso é bom, mas daqui para frente precisamos planejar como dotar a entidade de atrações que não sejam somente estas festas em parceria, já que não temos sócios por não termos quase nada a ofertar”, opinou.
Entre os atrativos para ter uma receita mensal, está à reativação do anexo do clube, também chamado de boate, que, segundo o presidente, está inativo devido a ausência do Plano de Proteção e Combate a Incêndio (PPCI). “Esse anexo é imprescindível, um motivo para os futuros sócios virem à sede, é um lugar mais aconchegante e mais reservado para eventos de menor porte”, ampliou.
Durante a exposição das receitas e despesas mês a mês - de janeiro de 2017 a março de 2018 -, foi observado que o carnaval é um fator que gera prejuízo aos cofres da sociedade. Pouco público e bandas com cachês elevados para a realidade da entidade integram o cenário de saldo negativo ao final de cada folia de momos.
Para tentar, ao menos, em um primeiro momento amenizar essa situação, o presidente entende que o carnaval precisa ser pensado o ano inteiro e que em sua época deve sim ser discutido com outros promotores de eventos que realizam bailes da mesma natureza, colocando para os mesmos a importância de colaborarem com a saúde financeira da SRP.
Redator: Tradição Regional
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