Quarta, 10 de junho de 2026, 18:38h
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Audiência pública que debateu a crise financeira do município aconteceu na última segunda-feira (21)
Aconteceu na última segunda-feira (21), nas dependências da Sociedade Filhos da Lua, promovida pelo Sindicato dos Municipários de Pinheiro Machado (SIMPIM), a audiência pública que debateu a crise financeira de Pinheiro Machado, com a presença do prefeito José Antônio Duarte Rosa, vice-prefeito Jackson Cabral, promotor de Justiça Adoniran Almeida Filho, vereadores Jaime Lucas, Gilson Rodrigues, Ronaldo Madruga, Fabrício Costa e Mateus Garcia, além de secretários municipais, funcionários públicos ativos e inativos e comerciantes da cidade.
O prefeito esclareceu que os problemas do município se agravaram com a diminuição da produção da Fábrica de Cimento Votoran, principal fonte de arrecadação do erário público. Disse, também, que os maiores problemas referem-se ao Fundo de Aposentadoria e Pensão do Servidor (FAPS), o qual absorve R$ 460 mil apenas com pagamento dos inativos e ações trabalhistas decorrentes do Piso do Magistério. Entre outras economias, referiu que vai diminuir a estrutura na área da saúde, inclusive com dispensa de empresas terceirizadas. A Prefeitura possui 338 funcionários ativos e 284 inativos, sendo que 124 destes se aposentaram nos últimos dois anos. Preocupa o fato de que a dívida com precatórios a curto prazo é de R$ 4,5 milhões.
O secretário da Saúde, Eliton Rodrigues, pretende economizar R$ 500 mil na sua pasta, esclarecendo que a unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) será transferida para o Parque Rodoviário e unidade de saúde do Passo do Machado será transferida para a escola polo recém-desativada.
O vice-prefeito Cabral disse que outros municípios possuem problemas semelhantes, mas que Piratini, por exemplo, possui a quantia de R$ 30 milhões depositada no Fundo de Aposentadoria.
O vereador Jaime Lucas entende que a crise é um conjunto de culpa, sendo inadmissível que Pinheiro Machado tenha um funcionário para cada 19 habitantes.
O promotor Adoniran Almeida Filho disse que chegou a hora de cortar despesas e aumentar receitas, considerando que o remédio vai ter que ser muito amargo. Salientou que o mau servidor precisa ser identificado, a fim de se valorizar o bom funcionário.
Redator: Tradição Regional
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