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01-06-2018

Protesto dos caminhoneiros ganha reforço da comunidade de São Lourenço do Sul


Foto: Cristian Iepsen/JTR No município o ápice deste apoio foi na segunda-feira (28), quando uma multidão saiu às rua

Logo que os caminhoneiros iniciaram a paralisação no dia 21 de maio, a população foi simpática a causa e no decorrer dos dias, só aumentou o apoio popular aos profissionais. Em São Lourenço do Sul, o ápice deste apoio foi na segunda-feira (28), quando uma multidão saiu às ruas.


No município, os caminhoneiros manifestaram no trevo da cidade e também na localidade do Coqueiro. Especialmente no trevo, a manifestação foi reforçado por outros setores da economia, principalmente algumas entidades ligadas ao campo. Na tarde da sexta-feira (25), foi realizada na cidade uma carreata com carros, caminhões e máquinas agrícolas, em uma demonstração de que outros setores da sociedade também não estão satisfeitos com a situação do país.



Foi na tarde da segunda-feira (28), no entanto, que São Lourenço parou. Parou com sua rotina para que uma multidão reunida fosse às ruas manifestar. O ato foi organizada pela Associação dos Caminhoneiros Lourencianos (ACL), Associação Comercial e Industrial (ACI), Sindicato Rural e Sindicato dos Agricultores Familiares. O convite foi para que o comércio fechasse suas portas das 16h às 17h para uma caminhada nas principais ruas do Centro da cidade. E de fato, o comércio fechou as portas. Empresários, trabalhadores do comércio e de outros setores da economia, agricultores, caminhoneiros, a população. Todos somaram-se para o ato que tem estimativa de mais de 5 mil pessoas participantes.


“O comerciante está exaurido, por isso vem para a rua num ato que não é político, somos apolíticos. Quem está aqui é contribuinte, espero que os poderes nos ouçam”, comentou o presidente da ACI/CDL, Sério Holz, lembrando da alta carga tributária, afirmando que a multidão que atendeu ao convite surpreendeu. “Os caminhoneiros sensibilizara toda a nação”, resumiu. 


Para as entidades ligadas ao campo, o apoio à causa foi motivado principalmente para exaustão que o homem do campo também sente com a alta carga tributária e os preços do combustível. No entanto, os representantes dos sindicatos lembraram também da preocupação com as perdas que a paralisação causou aos produtores. Apesar disso, somaram-se a luta. “Estamos preocupados, pagando muito caro, mas sabemos da importância. O produtor também paga o preço, mas esta é uma forma de buscar resultados”, refletiu o presidente Valnei Bröse, presidente do Sindicato dos Agricultores Familiares. Já o presidente do Sindicato Rural, Richard Serpa, disse acreditar que o movimento tomou uma proporção que não tinha volta. “Ou as coisas se resolvem agora, ou teremos que ficar de joelhos o resto da vida. Será uma geração perdida. Todo o produtor é prejudicado, a causa é muito justa”.


Repetidas vezes se viu o verde amarelo e nenhuma cor partidária na manifestação. Após a caminhada, os manifestantes cantaram o Hino Nacional. Ao agradecer o apoio de todos a sua categoria, o vice-presidente da Associação dos Caminhoneiros Lourencianos, o popular Caco, foi longamente aplaudido. “O povo unido vai reverter o que acontece no Brasil. Se não tomarmos uma atitude, não vai mudar. Precisamos de uma mudança profunda no Brasil”, disse ele.


Reflexos na comunidade


O apoio da comunidade foi muito grande, mesmo com os efeitos da paralisação sendo sentido por todos. Ainda na quarta-feira da semana passada os motoristas fizeram filas nos postos e gasolina e etanol acabaram. Produtos perecíveis ficaram escassos no comércio e a Prefeitura cortou os serviços não essenciais, para economizar combustível. Eventos foram transferidos e as aulas paralisadas nesta semana. A Prefeitura informou que os alunos retornam as aulas na próxima segunda-feira.


Em meio a isso, na noite da segunda-feira (28), um dos postos da cidade recebeu combustível. Os motoristas fizeram uma fila gigantesca na manhã seguinte e horas depois já não havia mais oferta. No fechamento desta matéria, na quarta-feira (30), a cidade continuava em combustível e os manifestantes ainda mobilizados no trevo da cidade. 


 

Redator: Tradição Regional



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