Ter�a, 09 de junho de 2026, 14:14h
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Para a vereadora Fernanda Miranda (PSOL), o projeto é um marco histórico na Câmara de Vereadores
O assassinato da vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes - segue sem respostas - a Câmara Municipal de Pelotas aprovou um projeto da vereadora Fernanda Miranda, também do PSOL, que se baseou em uma legislação da vereadora carioca. O Projeto de Lei que cria a Campanha permanente de conscientização e enfrentamento ao assédio e a violência sexual no município foi aprovado por unanimidade no dia 12 de junho e representa uma importante vitória da luta das mulheres pelotenses.
A Lei determina que o legislativo municipal se encarregue de incluir na agenda oficial do parlamento o enfrentamento ao assédio e a violência sexual. A partir da produção de materiais gráficos, seminários, audiências públicas entre outras ações, a Câmara deverá abordar as violências sofridas por mulheres, informando seus direitos, bem como os procedimentos para a realização de denúncias.
Com o decreto, independente da composição da legislatura e da mesa diretora, as ações deverão ocorrer permanentemente na cidade, firmando parcerias com outras instituições públicas a fim de garantir maior visibilidade e efetividade à campanha.
Entre os princípios do projeto estão o enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher, o comprometimento com o empoderamento das mulheres, através do acesso a informação de seus direitos, a garantia dos direitos humanos das mulheres no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão e o combate às agressões preconceituosas contra mulheres, LGBTs, mulheres negras, dentre outros grupos sociais historicamente vitimados pelo preconceito.
Para a vereadora Fernanda Miranda (PSOL), o projeto é um marco histórico na Câmara de Vereadores - espaço majoritariamente ocupado por homens - e demarca uma importante função educativa para muitas mulheres, que ainda desconhecem seus direitos ou não identificam uma violência sofrida, e para os homens que ainda praticam essas violências. A educação, nesse sentido, é uma ferramenta potente para combater os índices alarmantes de assédio e violência contra as mulheres que teve aumento significativo na cidade de Pelotas no último trimestre, vitimando em sua maioria crianças e adolescentes do sexo feminino.
O mandato do PSOL na Câmara continua firme e comprometido com a luta das mulheres e dos movimentos sociais, exigindo justiça por Marielle e honrando sua memória ao manter viva as pautas que ela tanto defendia.
Redator: Assessoria de Imprensa
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