Segunda, 08 de junho de 2026, 16:38h
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O reajuste nos salários dos funcionários da Prefeitura Municipal foi aprovado, no entanto, abaixo do que era esperado e do que chegou a ser anunciado. A aprovação ocorreu em sessão extraordinária do Legislativo, na última quarta-feira (27).
Os municipários esperavam desde o dia 1º de janeiro (data base) pelo reajuste. A administração municipal precisa aumentar a receita do município e para isso, queria a aprovação dos projetos de atualização da planta e valores (que impactaria no aumento de IPTU) e da taxa e recolhimento de lixo, defasados há 16 anos, mas que foram reprovados na Câmara.
Na semana passada, os servidores fizeram uma paralisação e manifestaram em frente à Prefeitura. O prefeito Rudinei Härter recebeu em seu gabinete diretores do Sindicato dos Municipários de São Lourenço do Sul (Simussul) e vereadores, quando chegaram ao acordo de que a atualização da planta de valores e da taxa de lixo ocorreriam de forma escalonada em três anos. Ocorreu uma sessão na sexta-feira (22) para votá-los, assim como o projeto do reajuste dos municipários, mas a mesa diretora da Câmara alterou a ordem de votação dos projetos, colocando primeiro o do reajuste, para depois os demais. Os vereadores de situação não concordaram e pediram vistas, temendo que apenas o do reajuste fosse aprovado.
Com a indefinição persistindo, o Simussul convocou uma greve que iniciou na segunda-feira (25), mas sem afetar os serviços. À noite, os servidores lotaram a Câmara e assistiram a reprovação dos projetos da planta de valores e da taxa de lixo. Apenas os vereadores Dari Pagel, Jonatã Härter e Adrian Peglow votaram a favor. Ainda antes da sessão, o projeto de reajuste dos servidores havia sido retirado da pauta pelo Executivo. Um projeto de repasse de R$ 340 mil para a Santa Casa, que também estava na negociação não foi enviado à Câmara.
Aos servidores que se reuniram em frente à Prefeitura, o prefeito falou da possibilidade de enviar à Câmara um projeto de reajuste menor do que os 2,95%, caso os projetos da planta de valores e da taxa do lixo não fossem aprovados. Foi o que aconteceu. O projeto de reajuste de 1,81% aos servidores, assegurando também o mínimo nacional de R$ 954 como menor salário, foi aprovado na sessão extraordinária de quarta-feira. Foi também reajustado em 1,81% o vale alimentação e os professores tem reajuste de 6,82%, conforme o Piso Nacional do Magistério. O projeto aprovado também prevê o pagamento retroativo do reajuste de janeiro a junho, parcelado em quatro meses.
Redator: Tradição Regional
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