Segunda, 08 de junho de 2026, 15:34h
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Um mercado que há cinco anos era rentável, pois movimentava grandes somas por ser atrativo para quem desejava adquirir um imóvel, seja ele na planta ou já construído. Assim podem ser resumidas as transações imobiliárias em Piratini, cidade com cerca de 19 mil habitantes, que tinha valorização no setor entre os pequenos e médios municípios da zona Sul do Estado.
De acordo com o corretor de imóveis, Otávio Vaz, a retração neste meio é também a nível nacional. “Se tornou mais difícil, caro e burocrático o sonho de adquirir a casa própria”, ressalta.
Além disso, ele destaca que dois fatores ainda são responsáveis pelas vendas, embora significativamente menores, na Capital Farroupilha. “Para nós, que atuamos neste meio, o que impulsiona é o agronegócio, baseado na pecuária e agricultura; e o outro é o acesso para o financiamento, já que 80% das residências comercializadas são financiáveis”, frisa Vaz.
O corretor lembra que na maioria das vezes o mercado local não é movido por somas à vista e sim, de crédito liberado pelo governo federal, através de linhas de crédito com que já tiveram juros mais acessíveis, o que há alguns anos é um fator a mais de dificuldade. A soma a ser disponibilizada agora é bem maior, uma vez que o percentual do valor de entrada atingiu os 30%. Também subiu o montante exigido para o programa “Minha Casa, Minha Vida” que dobrou nos últimos 12 meses, passando de 10% para 20% para teto de R$ 105 mil.
“Quem projeta comprar um imóvel precisa estar ciente que é preciso ter em mãos R$ 20 mil para a entrada e mais R$ 6 mil para bancar as taxas de aquisição”, lembra Vaz.
As exigências, no que diz respeito à documentação para ter acesso ao crédito, também ficaram mais complexas. Até 2012, por exemplo, uma Declaração de Rendimento de Pessoa Física, também chamado de Decore, permitia ao candidato dar início ao processo, e agora, é necessária a Declaração de Imposto de Renda ou a carteira de trabalho assinada.
O subsídio, valor dado ao comprador pelo governo, já foi de R$ 11 mil, quantia que teve uma redução drástica. Em suma, entre os aumentos, estão valor de entrada e também os juros.
O corretor destaca que, “tudo isso somado a renda mínima exigida para se enquadrar no programa, que já foi de dois salários mínimos e no atual momento é de dois salários e meio, impactou na desaceleração do mercado de imóveis”, disse.
Baseada na retração nacional, é necessário que aqueles proprietários que intencionam vender seus imóveis facilitem a transação, pois algumas vezes a negociação não está evoluindo devido a quem vende pedir um valor muito oneroso, e mesmo que não seja regra, em determinadas oportunidades o comprador tem recursos em mãos, mas o valor é alto.
Redator: Tradição Regional
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