Segunda, 08 de junho de 2026, 14:22h
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Prefeito Vitor Ivan Rodrigues relatou, em entrevista ao JTR, as medidas tomadas pela gestão municipal
Uma das cidades mais importantes no contexto de formação histórica do Rio Grande do Sul, Piratini completa 229 anos nesta sexta-feira (6). Em meio a celebrações, o prefeito Vitor Ivan Gonçalves Rodrigues fala sobre o atual momento do município, que é de dificuldades.
“Nós temos que inovar. Precisamos buscar novas soluções para problemas antigos, inclusive, é o que hoje o município tem vivenciado e estamos determinados a acertar”, afirma.
Para o chefe do Executivo, a administração municipal entende que não é possível haver desenvolvimento sem antes sanar pendências e dificuldades que existem há muitos anos. Por isso, tem tratado de questões com responsabilidade e priorizando o que é de impacto humano. “O município vem mantendo a folha de pagamento em dia, desde janeiro do ano passado, sanando dívidas antigas, prestando contas de obras e reiniciando obras”, comenta.
As prioridades da administração são a saúde, a educação e a infraestrutura, inclusive na zona rural, que possui grande extensão territorial. Segundo o prefeito, os equipamentos e maquinários ainda são insuficientes e estão sendo buscados recursos para investimentos na revitalização da atual frota.
Medidas de contenção na economia também foram tomadas, como a diminuição do quadro de Cargos em Comissão (CCs), redução de custos e gastos públicos, conseguindo alcançar o equilíbrio da receita e despesa. “Essa é uma das grandes ações que fizemos para que o município se torne, no futuro, condizente com as ações que devem realmente suportar, e com isso, a capacitação também do nosso quadro para dar uma maior qualidade no serviço público”, ressalta.
Sobre o transporte escolar, o prefeito destaca que a intenção é de deixar o domínio para o município, pois hoje há um custo elevado e déficit mensal alto, o que impacta no orçamento. Em relação ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), recentemente houve a substituição de uma ambulância, com objetivo de auxiliar na prestação de serviços e oportunizar mais qualidade na área da saúde.
Conforme Rodrigues, está tramitando emendas parlamentares de uma retroescavadeira e mais uma caçamba truck, para dar celeridade no processo de atendimento na zona rural, além de outros equipamentos, com objetivo de possibilitar uma melhor infraestrutura, tanto urbana quanto rural.
Ainda, a administração municipal busca junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) o financiamento para a pavimentação do município. Para isso, segundo o prefeito, estão sendo finalizadas pendências no Cadastro de Inadimplentes (Cadin) e no Cadastro Único de Convênios (CauC). Também está sendo visto mais um financiamento do Banco do Brasil para a compra de equipamentos, como retroescavadeira e maquinários, e inclusive, uma caminhonete para manutenção da iluminação pública. “São passos pequenos, mas que são compatíveis com a realidade do município, que se encontra em dificuldades intensas”, destaca.
No cumprimento de trabalho da Prefeitura, as decisões são socializadas com todos, na procura conjunta de soluções com a comunidade e lideranças políticas.
“Essa gestão tem na sua marca estar aqui para resolver problemas sem vaidade, trazendo soluções de uma forma compartilhada, socializada e responsável. Acredito no nosso trabalho e que os resultados virão junto com todos os esforços daquelas pessoas que se interessam porque querem um município cada vez melhor”.
De acordo com o prefeito, a projeção da gestão municipal é de ser responsável e levar ao município o equilíbrio financeiro, para posteriormente ter condições de investimentos. O trabalho desenvolvido é conforme a realidade atual de Piratini, buscando ser reconhecida pela comunidade como uma gestão responsável e integrada, sempre pautando as prioridades à população, que possui papel fundamental no crescimento e desenvolvimento local.
Semana Farroupilha
Em 2017, o município identificou que já existia uma dívida com o evento anterior, que foi sanada em junho do ano passado. Com a ausência de patrocínio e a crise econômica que atinge país, região e município, a solução encontrada foi uma parceria através de um pregão eletrônico de produtoras que estavam interessadas em realizar o evento tradicional, que proporcionou em bons resultados. A Semana Farroupilha levou ao município um ganho econômico e cultural, com a diferença de que não houve recursos da Prefeitura envolvidos.
“Tivemos coragem para enfrentar e determinação para mudar da forma que era feita, que neste ano continua sendo terceirizada, mas com os olhos do município, buscando um acompanhamento e responsabilidade que o evento cultural tem e também do atendimento da nossa comunidade e região. A Semana Farroupilha tomou uma proporção muito grande e não pode ser diminuído, manteve seu tamanho e importância sem investimentos de recursos públicos”, comenta.
Redator: Tradição Regional
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