Segunda, 08 de junho de 2026, 11:50h
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Coordenadora entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Centro Regional de Oftalmologia, Mara Guerreiro
Dados da Secretaria Estadual de Saúde do Estado apontam que mais de 50% das pessoas com mais de 60 anos sofrem de catarata. Caracterizada pela perda progressiva da transparência do cristalino (uma espécie de lente que há nos olhos responsável por focalizar os objetos) a catarata afeta inúmeras pessoas e como não há medicamento no mercado capaz de reverter este problema, a única solução encontrada é a cirurgia.
Hoje, as cirurgias de catarata são custeadas integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em parceria com os governos dos Estados e a espera por uma cirurgia tem sido cada vez menor, evitando que pacientes percam a visão. A catarata não tem cura, mas se for tratada em tempo, o paciente terá uma vida normal.
Em Capão do Leão, graças à parceria firmada entre a Secretaria de Saúde e o Hospital de Pinheiro Machado, somente neste ano, 61 pacientes foram atendidos. A funcionária Mara Guerreira é a coordenadora de todo esse processo, que envolve desde a primeira avaliação, cirurgia e revisões pós-cirurgia. Segundo ela, seu trabalho é uma espécie de elo entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Centro Regional de Oftalmologia de Pinheiro Machado, inaugurado em 2014, que é referência em tratamentos oftalmológicos na região sul, atendendo moradores de 12 municípios e oferecendo 18 tipos de procedimentos.
“Mantenho um arquivo de dados sobre as cirurgias dos pacientes. Minha participação começa na organização dos prontuários até conduzir o paciente em todas as etapas da cirurgia. Meu trabalho é de facilitar a vida desses pacientes. Trabalho em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde, que é responsável pelo transporte dos pacientes, e o Centro Regional de Oftalmologia”, explica Mara.
Segundo o secretário da Saúde, Wolke Rodrigues, somente na primeira avaliação, neste ano já foram realizadas várias consultas. “Quando assumimos a Secretaria de Saúde, tínhamos uma demanda reprimida de 595 pacientes na fila de espera. Em 2014, 2015 e 2016 foram feitas 360 cirurgias. Em 2017 foram 676 consultas. Neste ano, já foram realizadas 176 consultas”, explica.
Ainda, segundo ele, o que o Estado pactua são 21 cirurgias por mês, mas graças a uma decisão da Comissão de Gestores Regional, Capão do Leão tem se beneficiado das sobras de consultas de outros municípios, o que dá uma média de 80 atendimentos por mês. “Até o momento, de janeiro até julho, foram realizadas 61 cirurgias de catarata. Esse é um trabalho que está sendo bem desenvolvido pela nossa gestão municipal e com certeza com perspectivas até de ampliá-lo”, finalizou Rodrigues.
Redator: Tradição Regional
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