Segunda, 08 de junho de 2026, 10:29h
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Nesta sexta-feira (20), os funcionários do Hospital de Caridade de Canguçu realizarão uma mobilização em frente à casa de saúde. O documento circula entre os profissionais. Na pauta da ação que terá início às 12h30 estão a exigência dos direitos em atraso e o agendamento de uma nova assembleia para retomada da greve.
"Se a comissão não nos der um parecer de como será feito o pagamento dos vencimentos em atraso e o restante do salário de junho entraremos em greve por tempo indeterminado. Hoje, todos os leitos estão com pacientes, no entanto não há um diálogo com a Comissão, então há um forte indicativo de que retornemos a greve por tempo indeterminado", explicou a líder da greve, Luciara Luna
Segundo a líder, os funcionários acumulam 3 anos de férias vencidas e dois décimos terceiros em atraso. Em junho, foi pago 60% do valor devido aos profissionais.
"A nossa situação e de total abandono. A comissão que representa a casa, não nos recebe e nem dá satisfação. Além disso, há uma superlotação no Pronto Socorro, e os pacientes mais graves precisam ser transferidos para Pelotas, uma vez que UTI de Canguçu está fechada. Isso sobrecarrega a todos, porque o número de funcionários é pequeno para a demanda", frisou Luciara.
GREVE FOI SUSPENSA HÁ 15 DIAS
Após 61 dias paralisados, os funcionários do Hospital de Caridade de Canguçu (HCC), decidiram pela suspensão da greve que iniciou no mês de abril. As internações voltaram a ser feitas, e o efetivo, antes com apenas 30% dos funcionários em atividade, agora volta ao funcionamento normal.
A decisão se deu pelo pagamento dos salários em atraso referentes ao mês de maio, após o repasse de R$ 301 mil vindo do Executivo e do Legislativo.
REAJUSTE DO IPTU
Em contrapartida, há cerca de 30 dias, a Prefeitura Municipal organizou uma coletiva de imprensa para apresentar a nova Planta de Valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Segundo o Prefeito Municipal Marcus Vinícius Pegoraro (MDB), a proposta visa ajudar a custear a manutenção, no caso do Executivo assumir o comando da casa de saúde.
Segundo Pegoraro, o Hospital de Caridade possui um déficit de cerca de R$ 460 mil por mês e a proposta visa preservar as finanças municipais, evitando que serviços essenciais possam ser afetados, com o comprometimento do orçamento.
O projeto de lei tramita na Câmara de Vereadores e deve ser votado até o fim de julho. Se aprovado, o novo teto pode garantir a arrecadação de aproximadamente R$ 9 milhões aos cofres municipais.
CASA SEM DIRETORIA
Em meio à situação, alguns dos membros da antiga gestão permanecem respondendo pelas contas da instituição. Essa comissão responde por tempo indeterminado como mantenedora e auxilia o poder público até que uma nova gestão assuma.
Segundo o ex-presidente da casa de saúde e membro da atual comissão, Delaci Borges, a casa não tem uma previsão de entrada até a assembleia dos funcionários e portanto, há uma grande possibilidade dos funcionários retornar.
Redator: Tradição Regional
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